Miguel Duarte
Estudante do 1.º ano de Economia no ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa
A aceitação da decadência ou o sentimento de impotência perante a mesma pode ser o estado de espírito de muitos açorianos e faialenses. Se é inevitável, o resultado dos tempos, em que tudo é demasiado pequeno para um mundo tão grande, isso não sei. Mas sei que não podemos ultrapassar a insularidade apenas apostando no saudosismo de quem para fora foi, no turismo, nos hotéis de luxo, nos serviços públicos e em impostos baixos.
Na área social – da qual a economia faz parte, mas já tão pouco lhe diz -, o crescimento baseado apenas no turismo reflete primordialmente esta nova corrente que tem vindo a tomar. Sim, ela irá crescer, o PIB e as estatísticas de investimento também, mas com salários mínimos e trabalhos sazonais, que aos nossos jovens licenciados pouco dizem, senão nada.
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