Casas da Batata aguardam nova vida

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Longe vão os dias em que as Casas da Batata se enchiam e asseguravam que a semente deste tubérculo chegava à terra em condições de germinar e alimentar a população desta e de outras paragens. Quase 40 anos após o seu fecho servem de armazéns indiferenciados.
O secretário regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural, António Ventura, garante que este património “não pode continuar ao abandono ou sem a valorização que merece”. O futuro o dirá.

Na Estrada da Caldeira estão três armazéns, de portadas vermelhas, e um antigo escritório, logo à entrada. Por detrás destes está o que resta de uma antiga pista de motocross que aos poucos é engolida pelas silvas.

Parte dos nossos leitores têm presente a utilidade destes edifícios num passado não tão longínquo quanto isso, outros nem tanto. Já lá vamos, mas comecemos pelo momento atual.

Os imóveis são hoje utilizados para guardar equipamentos e materiais fora de uso e nos últimos anos “apesar dos esforços do Serviço de Desenvolvimento Agrário da Ilha do Faial, a recorrente falta de recursos materiais para a sua manutenção levou a um significativo estado de degradação” diz-nos a secretaria regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural (SRADR). Ainda há poucos anos acolheram um esqueleto de cachalote, que se encontra montado na Fábrica da Baleia, para desmontagem e tratamento.

É do entendimento da secretaria chefiada por António Ventura que este património “não pode continuar ao abandono ou sem a valorização que merece” e deve “ser colocado ao serviço dos faialenses, da Cultura e da Economia, nomeadamente com uma vertente de interesse turístico”.

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