Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos o mais visitado da Região

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O Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos (CIVC) acolheu 28.000 visitantes em 2015. De entre os 16 centros existentes na Região foi mesmo aquele que registou um maior número de visitas, atingindo ainda, o recorde de visitantes desde que foi inaugurado em 2008.

Tribuna das Ilhas falou com João Melo, Diretor do Parque Natural do Faial (PNF) que explicou qual a razão deste fenómeno.
 
Localizado na freguesia do Capelo, o CIVC mistura-se cuidadosamente nas cinzas do Vulcão. Integra uma oferta muito diversificada e interativa abordando várias temáticas que despertam a curiosidade daqueles que nos visitam. 
A razão de ser deste Centro, revela João Melo é o próprio Vulcão dos Capelinhos em que a animação holográfica da erupção constitui “uma das suas principais atrações”, pois trata-se “um vulcão submarino, muito recente, que, em termos geológicos, gerou uma paisagem única, quase lunar” que provocou mesmo uma alteração na “forma da ilha”, salienta. 
O facto de se apresentar como “o primeiro vulcão submarino a ser observado desde o início da sua atividade” e consequentemente, “um dos mais bem estudados atraí e continua a atrair a comunidade científica de todo o mundo”,  revela o diretor do PNF.
Para além das alterações geomorfológicas que causou e do impacto na ciência, “este vulcão motivou uma significativa variação demográfica com a alteração das leis da emigração entre os Açores e os Estados Unidos, provocando uma evidente diminuição na população da ilha do Faial e, naturalmente, dos Açores”, descreve o diretor.
Na opinião de João Melo, todos estes fatores, aliados ainda “à história de vida de quem viveu e sobreviveu ao vulcão, contribuem para que esta seja uma paisagem única”, que através do Centro que o interpreta, “desperta o merecido interesse de pessoas por todo o mundo”.
Todas estas condições específicas do CIVC, levam a que de entre os 16 Centros de Interpretação existentes na Região, este seja “o mais visitado, tendo recebido no ano passado mais de 28.000 visitantes”, revela o diretor PNF, adiantando “que este é um número recorde desde da sua abertura” e representa um aumento de cerca de 10% relativamente ao ano de 2014. 
Desde a sua abertura e até à data, o CIVC recebeu cerca de 160 000 pessoas, verificando-se sempre um aumento de visitantes ao longo dos anos.
Segundo João Melo, “em agosto o CIVC recebe uma média de 200 visitantes por dia”, esclarecendo que é considerada como época alta os meses de junho a setembro, “sendo os meses de julho e agosto os que registam mais visitantes”.
 
CIVC com um palmarés digno de referência
O CIVC foi um dos nomeados para o Prémio Europeu de Museu do Ano, classificando-se entre os 40 melhores  museus da Europa. Esta nomeação reflete, segundo João Melo “o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido e é digna de algum prestígio”, uma vez que “proporcionou uma ampla divulgação do espaço, levando o CIVC a revistas como a do ICOM (International Council of Museums)”.
O CIVC, recebeu ainda vários prémios e nomeações nas mais variadas áreas. Um ano após a sua inauguração foi nomeado para o prémio de Arquitetura Contemporânea Mies van der Rohe.  Em Setembro de 2010 foi selecionado como um dos 150 melhores projetos que ilustram o sucesso da aplicação de co-financiamentos do Fundo para o Desenvolvimento Regional Europeu e Fundos de Coesão. 
Este Centro foi o único selecionado em Portugal para participar no concurso Regio Stars Awards 2011, na categoria ‘’Fotografia de Divulgação de um Projeto co-Financiado’’, arrecadando o 1º prémio.  Nesse ano recebeu, ainda, o prémio ‘’Promoção de Acessibilidade’’ no âmbito da preparação do edifício para invisuais e em maio de 2012 foi um dos candidatos nomeados ao prémio European Museum of the Year Award.
Este Centro, destaca Melo, contribuiu ainda de forma determinante para a “atribuição de outros prémios e galardões”, nomeadamente o galardão Destino Europeu Excelência (EDEN) concedido em 2011 ao PNF pela Comissão Europeia. 
Foi ainda premiado com o 2º lugar no Prémio Nacional da Paisagem atribuído ao Vulcão dos Capelinhos, em 2012, criado pela Convenção Europeia da Paisagem e atribuído pelo Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território.
 

 

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