Clube de Filatelia “O Ilhéu” assinala 20 anos de existência

0
24

O Clube de Filatelia “O Ilhéu”, da Escola Secundária Manuel de Arriaga (ESMA), celebra este ano o seu 20.º aniversário. Para assinalar a data, o clube lançou esta segunda-feira um carimbo filatélico e um selo, elaborados pelos alunos de arte daquela escola. Além disso, organizou na ESMA uma exposição dedicada aos selos portugueses.

À margem do lançamento deste novo selo, o responsável pelo clube frisou a importância do trabalho desenvolvido nestes 20 anos. Carlos Lobão lembra que “O Ilhéu” tem sido parceiro de várias instituições, como a Câmara Municipal, juntas de freguesia, departamentos do Governo e a própria escola. Além disso, o clube “permitiu que muitos alunos se envolvessem numa dinâmica extraordinária, muitos deles puderam visitar outras ilhas dos Açores, possibilidade que na sua vida particular não tinham, alguns foram ao continente pela primeira vez e lembram-se muitas vezes dessa situação”, refere.

No campo filatélico, o clube já organizou inúmeras exposições e lançou mais de 30 carimbos, postais máximos e selos. Carlos Lobão salienta ainda a publicação de 11 livros, “numa dinâmica de defesa e valorização do nosso património”. Destes, destacam-se O Ano do Vulcão, editado por oito vezes, num total de 4600 exemplares, e Carimbos Comemorativos dos Açores, obra vencedora do Prémio Godofredo Ferreira.

Nos últimos anos, as principais dificuldades deste clube têm passado por cativar os jovens para o trabalho aqui desenvolvido: “é cada fez mais difícil envolver os jovens neste tipo de dinâmicas”, reconhece Carlos Lobão, referendo mesmo que, neste cenário, “O Ilhéu” “terá de ser repensado”.

Ainda assim, nestas duas décadas, o clube teve um papel importante no despertar de algumas pessoas para o colecionismo, como explica o seu responsável. Segundo Carlos Lobão, muitos jovens foram capazes de, aprendendo a organizar uma coleção filatélica, organizar as suas próprias colecções de cromos de futebol, medalhas, entre outras coisas. “Tivemos aqui miúdos que fizeram um trabalho fantástico”, remata. 

O MEU COMENTÁRIO SOBRE ESTE ARTIGO