Jerónimo de Sousa pede aos açorianos que votem em quem está do lado dos trabalhadores

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Na passada semana, o secretário-geral do PCP esteve de passagem pelos Açores, visitando as ilhas de São Miguel e Faial. No sábado, Jerónimo de Sousa esteve na Horta, onde visitou o Mercado Municipal e ouviu as queixas dos comerciantes. Ao final da tarde, o líder nacional dos comunistas participou num convívio, no porto da freguesia de Pedro Miguel, e falou aos militantes e simpatizantes com as eleições regionais de Outubro em vista. Jerónimo pediu o voto na CDU lembrando que o partido está do lado dos trabalhadores.

O encerramento desta passagem de Jerónimo de Sousa pelos Açores aconteceu no porto da freguesia de Pedro Miguel, com um convívio com militantes e simpatizantes que contou com um jantar de caldo de peixe.

O secretário-geral do PCP inspirou-se num dos locais com melhor vista do Faial para o Pico para fazer uma analogia entre as nuvens que, na tarde de sábado, tapavam a montanha e algumas promessas eleitorais: para Jerónimo, da mesma maneira que as nuvens encobrem a montanha, também essas promessas tentam esconder o “pico de dificuldades” que o país atravessa. No entanto, deixa o aviso: tal como sabem que quando as nuvens não deixam ver o Pico ele continua lá, os açorianos também estão conscientes da real situação da Região e do país.

 Jerónimo de Sousa chamou a atenção para o que considera ser o agravamento da situação na Região nos últimos tempos, com cerca de 12 mil desempregados com menos de 25 anos. O impacto das políticas de austeridade nos Açores não se resume ao aumento do desemprego. O líder do PCP pede aos açorianos que pensem no impacto que poderão vir a ter medidas como a privatização da ANA, que, entende, irá prejudicar grandemente a acessibilidade de algumas ilhas.

O secretário-geral do PCP condena que o combate à crise se faça “indo sempre ao bolso dos do costume”, lembrando que a ajuda externa foi canalisada para apoiar o sector financeiro.

A cerca de três meses das legislativas regionais, Jerónimo de Sousa chamou a atenção para a importância destas eleições. O líder do PCP entende que PSD e CDS “não podem ter duas caras”, prometendo nos Açores o que sabem que não podem cumprir por causa da política dos seus partidos na República. Tendo isto e conta, Jerónimo apela a uma “nova consciência” dos açorianos, que premeiem aqueles que “falam a verdade” e têm estado ao lado dos trabalhadores.

Aníbal Pires quer evitar maioria absoluta e subida do CDS-PP

Também o coordenador regional do PCP, e primeiro candidato do partido às eleições de Outubro, pede aos açorianos que reforcem a votação do partido. Aníbal Pires quer eleger mais do que um deputado e destaca a importância do regresso da CDU ao Parlamento Regional na legislatura que está a terminar, depois da ausência na legislatura anterior. Para Pires, a CDU foi “a voz que faltava” na Assembleia Regional, voz essa que, entende, esteve sempre do lado dos trabalhadores.

O primeiro candidato da CDU entende que o reforço de uma votação no partido é importante para evitar o crescimento do CDS-PP nos Açores e, consequentemente, do fortalecimento de políticas de Direita mais extremistas. Todavia, para Aníbal Pires, o mais importante é evitar uma maioria absoluta. A esse respeito, o candidato recordou a legislatura 1996/2000, em que não houve maioria absoluta, e foram alcançadas algumas conquistas como a diferenciação fiscal na Região ou o complemento regional de pensão.

Comerciantes faialenses sofrem com concorrência das grandes superfícies

No Mercado Municipal da Horta, Jerónimo de Sousa ouviu as queixas dos comerciantes sobre a concorrência das grandes superfícies. De acordo com o secretário-geral do PCP, estas ”são como um eucalipto, secando tudo o que está à volta”, recebendo enormes benefícios e isenções, pressionado o preço pago aos produtores, o que lhes permite esmagar o pequeno comércio. Para o PCP, o Estado deve ter um papel mais activo, com mais regulação e fiscalização sobre as práticas comerciais dessas empresas.

 “O emprego gerado pelas grandes superfícies nunca é o suficiente para compensar o desemprego que geram no pequeno comércio”, alerta, defendendo a grande necessidade de proteger as pequenas empresas, dinamizar o mercado interno e criar emprego.

 

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