Coincidência ou afinidade?

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Os Órgãos de Comunicação Social são, por regra, veículos de informação, portadores de novidades, acontecimentos, eventos, opiniões, pontos de vista, ideias e, não raras vezes, também de mentiras, dependendo “da pena do artista”, entenda-se como tal o articulista, comentador, político, etc.

Muitos dos “artistas da pena”, servem verdadeiramente as localidades que representam, dando-lhes voz, dando conta de situações que merecem um tratamento isento, narrativo, divulgador, promotor, muitas das vezes, valorizando o trabalho, o esforço, a dedicação daqueles que fazem muito pela sua comunidade, daqueles que ajudam a construir as suas freguesias, localidades, concelhos, ilhas e região.
A outros articulistas, porém, não lhes assiste a arte e o engenho, mas sim o uso e abuso de tais meios para se promoverem, para aparecerem, para darem nas vistas, para terem a visibilidade que, de outra forma, não teriam, por não terem, até então, qualquer participação cívica, ou contribuído para o desenvolvimento da sua comunidade, não a representando, por este motivo, de forma isenta e construtiva.
Usam tudo e todos para fazer política à sua escala, que é muito pequena, pensando que, assim, trarão para a mesma onda da baixa política, da política pelo descrédito, pelo engano e pela mentira, os que, com o seu esforço, trabalho e dedicação, procuram construir.
Na verdade, nem todos estamos ou podemos estar de acordo e a diferença democrática é salutar, deve é essa diferença ser usada, de igual modo, de forma democrática e respeitadora.
E falando objetivamente deste semanário, eu que pensava que já tinha visto quase tudo, na verdade, estava enganado. Refiro-me, claro, aos “editoriais” do novo Diretor do Jornal Tribuna das Ilhas.
Todos sabemos o que um editorial é um artigo de opinião, mas achei curiosa a definição da wikipédia:
Um editorial é um artigo que apresenta a opinião de um grupo sobre determinada questão; por causa disso, ele normalmente não é assinado. Assim como um advogado faria, escritores de editoriais discutem sobre um argumento que já foi feito e tentam persuadir os leitores a concordar com eles acerca de determinado assunto atual e polémico. Essencialmente, um editorial é um texto de opinião que apresenta o posicionamento da empresa jornalística – revelada, em linhas gerais, nos manuais de redação ou cartas de princípios.
Neste caso, depois de uns primeiros editoriais que eu achei que tinham como propósito manifestar a independência do partido de que é militante, o que se percebe, por ter, de facto, de ser isento, independentemente da filiação partidária, seja a que partido for, eis que me engano redondamente e os editoriais se assumem como verdadeiros ataques, antecedendo a pré-campanha eleitoral. No que a mim diz respeito, achou estranho, eu ter bailado uma Chamarrita, na festa de Nossa Sr.ª das Angústias, desconhecendo, e é natural que desconheça, porque não é de cá, que, não há muitos anos e durante muitos, fiz parte, como muito orgulho, do Grupo Etnográfico de Castelo Branco, do qual, atualmente, com maior orgulho, uma das minhas filhas faz parte e, com ela, tive o prazer de bailar.
Logo, e tendo em conta a anterior integração na comunidade, não me parece que seja estranha a minha atuação, já não se podendo dizer o mesmo de outros intervenientes políticos que se procuram afirmar no baile tradicional, atualmente, mas que, aos olhos do diretor desta tribuna, parecem normalidades.
Mais recentemente e relativamente a um tema preocupante para todos: os resíduos, que todos produzimos, foram ditas inverdades e, uma vez mais, assumido o ataque, que penso que seria evitável se algum pedido de informação e/ou esclarecimento tivesse sido solicitado ao Município, qual jornal defensor da informação fidedigna a cumprir o seu verdadeiro objetivo: informar, com objetividade, o seu leitor.
Desde logo, os resíduos existentes no Centro de Processamento não se encontram a céu aberto, encontram-se num pavilhão aberto, coberto, destinado à realização de compostagem. Por outro lado, não é verdade que a Câmara não tenha encaminhado, durante quatro semanas, resíduos para valorização ambiental. Preferiu, então, o Diretor deste jornal lançar a desinformação, do que colocar as questões a quem de direito.
Neste contexto, a estratégia parece clara: enquanto alguns candidatos se parecem fazer de mortos (opinião do diretor do jornal diário da nossa ilha), sem apresentação de ideias, projetos ou intenções, outros parecem assumir a defesa dos nomes lançados, na semana passada, também aqui neste jornal, por outro colega articulista, justificando afinal as defesas e os editoriais, considerando os nomes avançados para a lista do PSD à Câmara Municipal.
Será coincidência ou afinidades? Isenção e Verdade não são, com certeza!

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