Comemorações do centenário dos Bombeiros faialenses arrancaram no primeiro dia de 2012

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Em 2012 os Bombeiros Voluntários faialenses celebram cem anos de existência. As comemorações arrancaram na tarde do dia 1 de Janeiro, e uniram as seis associações portuguesas que este ano se tornam centenárias. Em clima de festa, a Associação faialense não esquece no entanto os problemas que diariamente dificultam a actividade dos soldados da paz: a falta de espaço no actual quartel e as dificuldades de mobilidade causadas pela sua localização na cidade da Horta.

Às quatro da tarde em ponto os bombeiros faialenses alinham-se na parada, impecáveis, em frente ao quartel. No primeiro dia do ano, os soldados da paz não faltaram à chamada, pois a ocasião é solene, já que marca o início das comemorações do centenário da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários do Faial (AHBVF).

Ao soar da sirene, são hasteadas as bandeiras que, ao longo do ano, serão presença assídua na Praça da República, para lembrar os faialenses da efeméride. Ao mesmo tempo, dezassete horas em Portugal Continental, as outras cinco associações lusas que em 2012 assinalam cem anos fazem exactamente a mesma coisa. Trata-se de um momento solene que simboliza a união entre as seis associações quase centenárias que se encontram geminadas. Para além do Faial, também Dafundo, Ourém, Carnaxide, Pombal e Vila do Conde arrecadam no novo ano esse estatuto.

O ponto alto das comemorações do centenário da AHBVF terá lugar no dia 16 de Maio de 2012, data em que passam exactamente cem anos da sua fundação. A ocasião será celebrada com uma sessão solene onde será prestada homenagem ao primeiro comandante dos bombeiros faialenses, Jaime Ferreira de Gama, através dos seus netos, que marcarão presença no Faial, destacando-se Jaime Gama, anterior presidente da Assembleia da República Portuguesa.

ENTRETÍTULO: Novo quartel é necessidade urgente

Quem o garante é Hélio Pamplona, presidente da AHBVF. Pamplona lembra que os bombeiros faialenses têm a especificidade de prestar apoio não apenas à ilha do Faial mas também ao Pico, às Flores e ao Corvo, e receia que os constrangimentos provocados pela escassa dimensão do actual quartel e pela sua localização dificultem de forma preocupante o trabalho dos soldados da paz no caso da ilha ser fustigada com uma catástrofe natural como um sismo, por exemplo.

Pamplona lamenta que o Executivo Regional continue a adiar a concretização do novo quartel dos bombeiros faialenses. No seu discurso, pediu ao Governo que “olhe de frente” para este problema e encare o facto do actual quartel estar “a rebentar pelas costuras”.

O presidente da AHBVF apelou também à comunidade faialense para que “acarinhe” mais os seus soldados da paz, e para que procure conhecer melhor a sua realidade, de modo a entender as dificuldades com que estes se deparam diariamente.

Ao Tribuna das Ilhas, Hélio Pamplona recordou também a importância do espólio que esta associação foi reunindo ao longo dos seus cem anos de existência, que interessa preservar e expor, para dar a conhecer aos faialenses a história dos bombeiros voluntários faialenses.

Presente nesta parada esteve também o presidente da Câmara Municipal da Horta, João Castro, que destacou a “dedicação, disponibilidade, esforço e abnegação” dos membros da corporação faialense.

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