Corvino que se distinguiu – ÓSCAR DA ROCHA (1911-1995) Comerciante, armador de embarcações, agente de viagens e funcionário da meteorologia

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Nasceu na freguesia e concelho da ilha do Corvo em 25 de junho de 1911, filho de Pedro Penedo da Rocha e de Maria Aurora da Costa, ele professor e ela doméstica. 

Depois de concluir a instrução primária na escola da sua terra natal, onde o pai lecionava, teve um excelente aproveitamento, enriquecido pela vida fora, com leituras e a cultura que a vida propicia. Em face das suas atividades, tinha o bom relacionamento com imensas pessoas bem conceituadas na vida. 

Beneficiando dessa boa formação escolar, cedo iniciou atividade comercial, tendo de igual modo sido agente de viagens, designadamente da Empresa Insulana de Navegação, bem como agente do grupo Bensaúde, dele tendo tido algumas excelentes representações. 

Com essas atividades teve conveniência em enveredar pela atividade de armador de embarcações de tráfego local, sobretudo para o transporte de cargas e descargas de navios, bem como dos respectivos passageiros da ilha.

Em data que não pudemos precisar assumiu também funções na Estação de Meteorologia do Corvo, trabalho esse que lhe exigiu alguma preparação específica para o adequado desempenho dessa atividade. Consta que também chegou a ser empresário de embarcações de pesca.

Entretanto, em datas que não pudemos precisar, casou, em primeiras núpcias de ambos, com Maria Esménia Patrício da Rocha, de cujo casamento nasceram o filho Óscar, hoje aposentado dos CTT, e a filha Maria de Fátima, freira no Continente Português, e, em segundas núpcias, com Maria de Lurdes Mendonça Armas da Rocha, de cujo casamento nasceu o filho Óscar Pedro. 

Empenhado no progresso da ilha que o viu nascer, sempre fez parte das principais instituições da ilha do Corvo: das filarmónicas ali existentes, quer da “União Musical”, quer da “Lira Corvense”, onde foi tocador e regente; foi sócio fundador do “Clube Recreativo e Instrutivo”, ali criado em 18 de fevereiro de 1939, com o fim dos sócios estarem devidamente informados sobre o andamento evolutivo da II Guerra Mundial, adquirindo, para o efeito, um aparelho de rádio, que nesse tempo era coisa rara nas nossas ilhas; participou também noutras organizações sociais e recreativas de interesse local. 

Depois de ter deixado as diversas atividades que tinha na ilha do Corvo, fixou residência com a última esposa e filho na ilha de S. Miguel, vindo a falecer na cidade de Ponta Delgada em 2 de maio de 1995. 

Era sociável e prestável para todos os que dele careciam, sendo uma figura muito conhecida e respeitada, quer na ilha, quer fora dela.    

 

 

 

 

 

 

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