Covid-19: Santo António no Porto apela às dádivas de sangue por quebra nas reservas

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O Hospital de Santo António, no Porto, está a apelar às dádivas de sangue depois de ter sofrido uma “diminuição acentuada” devido à pandemia da covid-19.
“Dar sangue a quem precisa é um motivo de força maior. Seja solidário”, é a mensagem do Centro Hospitalar do Porto, onde está integrado este hospital, publicado na sua página de Facebook.

Em face da nova infeção pelo coronavírus, o atendimento dos dadores de sangue é feito com “todas as condições de segurança” e num edifício separado do restante hospital, nas antigas instalações do ex-CICAP, disse hoje à Lusa a médica Marika Bini Antunes, do Serviço de Hematologia.

Os dadores têm também acesso e lugar de estacionamento próprio, sublinhou.

Marika Bini Antunes adiantou que para evitar os tempos de espera e a aglomeração de dadores a colheita deve ser agendada através do número 226004808 ou do email u08095@chporto.min-saude.pt.

“Não agendamos mais do que três pessoas em cada meia hora por questões de segurança”, ressalvou.

A médica revelou que, desde o início da pandemia e da implementação do estado de emergência, que as dádivas de sangue sofreram uma “quebra acentuada” na ordem dos 40%, pondo em risco as reservas de sangue necessárias para tratar os doentes, lembrando que alguns dependem de transfusões para sobreviver.

Contudo, Marika Bini Antunes lembrou que só devem doar pessoas assintomáticas que, nas duas semanas antecedentes à dádiva, não tenham contactado com casos suspeitos ou confirmados de covid-19.

Em Portugal, segundo o balanço feito na quarta-feira pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 380 mortes, mais 35 do que na véspera (+10,1%), e 13.141 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 699 em relação a terça-feira (+5,6%).

Dos infetados, 1.211 estão internados, 245 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 196 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até ao final do dia 17 de abril, depois do prolongamento aprovado na quinta-feira na Assembleia da República.

Além disso, o Governo declarou no dia 17 de março o estado de calamidade pública para o concelho de Ovar.

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