Crise sísmica

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 A ilha do Faial tem sido assolada nas últimas semanas por inúmeros sismos de pequena intensidade. Chamam-lhe de crise sísmica e naturalmente trouxe más recordações a quem viveu aquele trágico dia de 1998.

Muitos abalos foram sentidos mas felizmente nenhum teve intensidade suficiente para estar perto de causar danos. Sabendo que vivemos numa terra de grande actividade geológica, não devemos cair em alarmismos desnecessário mas principalmente não podemos renunciar da necessidade de estar preparados para alguma eventualidade.

Neste sentido, impera reflectir sobre o grau de preparação que temos tanto colectivamente como individualmente. Se existem os meios humanos e materiais necessários, se os procedimentos estão coordenados e treinados, se a população está sensibilizada para reagir a um sismo. Uma sensibilização que deveria começar nas escolas. As entidades oficiais têm que assumir o seu papel, mas cada um de nós também tem a obrigação de estar alerta.

Outro tipo de abalos

Boas notícias para aqueles que advogam que na união está a força. A Associação de municípios do triângulo reuniu em prol de uma estratégia conjunta para o turismo. E muito bem.

O destino triângulo é sem dúvida mais apetecível. Mas o mais importante desta reunião é a consciencialização de uma inevitabilidade. A única maneira de ganhar peso nas decisões do arquipélago é mudar mentalidades, pôr de lado antigas rivalidades e trabalhar em conjunto, procurando adquirir uma força que cada ilha por si só não tem.

É necessário reagir contra aquele centralismo que vê na expressão do “dividir para reinar” a concretização da sua política. Enquanto uns lutam entre si, outros vão consolidando a sua posição de proeminência e por isso, é fundamental concertar estratégias em temas transversais e aprofundar uma relação de solidariedade institucional entre estas três ilhas. Capacitando os seus representantes de uma voz mais forte, sedimentada num eleitorado mais representativo e capaz de exigir, com sucesso, mais para todos.

Pareceu-me um passo em frente. Veremos o que se segue.

As más notícias é que nem o aeroporto escapa. Já há quase um ano que o aeroporto da Horta não tinha um diretor. Mas como era de esperar, foi preciso vir alguém de São Miguel para resolver esse problema. Como se localmente não existissem quadros com a capacidade e os conhecimentos para executar essa função.

Sei que a ANA é agora uma empresa privada e que as suas nomeações internas só a si dizem respeito. Mas podia ter havido a sensibilidade de colocar no lugar cimeiro alguém que conhecesse a realidade local e que não deixasse dúvidas sobre se vem servir os faialenses ou mandatado para reduzir custos e encolher mais um pouco a operação existente.

                       

                                                                                                                           

 

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