Aníbal Raposo é cá dos meus: tem o ouvido que escreve. Habita-o a linguagem que canta, isto é, a poesia sabe-lhe a música, ele que, melodista por natureza, abriu novos rumos e novas sonoridades à música que hoje se faz nos Açores.
De resto, a poesia tem na sua origem uma vocação cantante. Foi assim com os gregos, e assim foi com a poesia trovadoresca e com os cantares de gesta medievais, num tempo do amor cortês em que os trovadores eram simultaneamente músicos, poetas e cantores.
Este conteúdo é Exclusivo para Assinantes
Por favor Entre para Desbloquear os conteúdos Premium ou Faça a Sua Assinatura














