Deputados do PSD questionam Ministros sobre implementação do Programa RISE

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Os deputados do PSD/Açores na Assembleia da República, Berta Cabral e António Ventura, questionaram o Ministro do Planeamento e das Infraestruturas e o Ministro da Economia sobre o continuado atraso da implementação no Aeroporto da Horta do Projeto RISE (RNP ImplementationSynchronized in Europe), uma iniciativa que visa testar um novo sistema de navegação na Europa utilizando a tecnologia de satélite por GPS.

Nas questões colocadas a Pedro Marques e a Manuel Caldeira Cabral, os social democratas realçam a importância do projeto, que teve aeroportos escolhidos para os ensaios em França, Chipre, Grécia e em Portugal, “onde a preferência foi dada à Horta e do Funchal, dois aeroportos de pequena e média dimensão, sem a tecnologia de aproximação ILS, e onde se prevê a realização de cerca de 20 voos teste”, recordam.

“A importância deste projeto é significativa”, asseguram Berta Cabral e António Ventura”, explicando que o objetivo “é melhorar a precisão da trajetória de aproximação das aeronaves à pista, o que se espera possa diminuir os cancelamentos por falta de visibilidade, assim como o consumo de combustível nas fases de aproximação e aterragem, reduzindo o respetivo impacto ambiental”.

Os deputados do PSD lembram que, no Aeroporto da Horta, ocorreram, “só em 2016, 42 cancelamentos de voos da Azores Airlines, sendo que 26 divergiram para outros aeroportos. A maioria desses cancelamentos (27) e divergências (17) ocorreram entre maio e julho, e muitos continuam a acontecer devido à ausência do RISE”, sublinham.

“O Governo Regional dos Açores tem vindo a falhar todos os prazos públicos para a implementação do projeto, uma vez que o calendário assumido apontava o primeiro trimestre de 2017”, referem igualmente os parlamentares.

Berta Cabral e António Ventura lembram que “este é um projeto de Portugal, pelo que o Governo se deve pronunciar sobre o continuado atraso da entrada em funcionamento do RISE, apontando as razões e avançando com datas certas”, concluem.

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