(des)União Europeia

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 Se Robert Schuman e Jean Monnet vissem no que se tornou a sua criação garantidamente não iam gostar. A ideia da União Europeia nasce no pós II Guerra Mundial com intenção de evitar novo conflito, mas cada dia que passa vai falhando o seu objetivo. A guerra armada foi substituída pela guerra económica onde o protagonista principal continua a ser o mesmo: a Alemanha.
Em troca de parte da nossa soberania recebemos subsídios. Com a liberdade de circulação de pessoas e mercadorias ganhamos a possibilidade de comprar os produtos produzidos nos países da Europa Central. Na prática, pagaram ao agricultor português para não produzir e construíram autoestradas. O agricultor comprou um BMW e nós passamos a comprar maçãs à Espanha. Poderá dizer-se que fomos ingénuos. É verdade que vivemos acima das nossas possibilidades mas também era isso que eles queriam.
Em conclusão, nós não somos mais do que 10 milhões de consumidores. E nada foi dado de graça. Agora, como isso não chega, atacam o Estado como um todo.
A estratégia é perversa e cada vez mais evidente. O recente governo português procura com toda a sua força elaborar um Orçamento de Estado difícil mas que dê alguma esperança aos portugueses, no entanto tem que sofrer os ataques do ministro das finanças alemão, que nem um cão de fila do IV Reich insinua a preocupação com o rumo de Portugal fazendo os mercados disparar as taxas de juro. Estas declarações têm tanto de irresponsável como de maquiavélico, mostrando uma enorme falta de solidariedade e um ataque à autodeterminação de Portugal.
A Europa continua sem rumo definido, a não ser o enriquecimento de alguns países e instituições. Problemas sociais continuam por resolver como a questão dos refugiados. A Europa precisa de mudar ou o fim será triste, particularmente para Portugal.
Ironia do destino: parece que o Deutsche Bank anunciou perdas de 6000 milhões de euros sabendo-se que detém derivados no valor de 65 triliões, umas vinte vezes o PIB alemão. E que foi condenado a pesadas multas por manipulação de mercado. É caso para dizer “faz o que eu digo e não faças o que eu faço”.

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