Desde o primeiro ao último dia

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Nos dias de hoje e com a facilidade de comunicação, expressão e defesa de opiniões, estamos habituados a que essas mesmas opiniões sejam muitas das vezes defendidas de acordo com determinados princípios, alguns dos quais mui nobres, outros porém, suportados em objetivos claros e inequívocos de defesa de interesses políticos partidários, ou lançamento de discórdias.

Refiro-me às decisões de gestão dos governantes, responsáveis por tomar decisões, umas certas outras erradas, umas capazes de acolher referências e criticas construtivas, outras merecendo apenas criticas.
A verdade porém é que só erra quem trabalha e faz alguma coisa, sendo certo que alguns nunca errararam, porque nada fizeram.
E muitos procuram passar pelos pingos da chuva, procurando agradar a gregos e troianos, tomando atitudes diferenciadas perante situações idênticas, pela simples razão que fazer de conta que não se está lá é melhor que assumir tratamento igual perante todos.
Se ao longo da minha vida pública, nos locais por onde desempenhei funções autárquicas, sempre entendi que me era devido, diria mesmo, exigido começar a trabalhar no dia seguinte à tomada de posse, porque razão haveria de ter entendimento diferente quanto ao dia em que deveria terminar esse mesmo trabalho? Se começamos a trabalhar no primeiro dia, porque razão não havemos de o fazer até ao último dia?
A resposta é clara, não devemos trabalhar até ao último dia, porque é ano de eleições. Por ser ano de eleições devemos parar os serviços municipais? Por ser ano de eleições deverá deixar-se de fornecer os serviços de água? Por ser ano de eleições os serviços administrativos devem encerrar?
Bem sei que o trabalho desenvolvido pode provocar, e provoca, algum mau estar naqueles que não sabem fazer outra coisa que não seja maldizer, naqueles que vivem a sua vida em constante contradição, vendo o trabalho e promovendo a critica, mas a vida é assim, e essa atitude só demonstra o desprezo com que as oposições ou coligações olham, para o esforço e o trabalho que os cidadãos participativos assumem nos seus locais de trabalho, e nas instituições onde estão inseridos.
A propósito podemos falar da já anunciada Semana do Mar 2017, que evoluindo ao longo dos últimos anos, tem procurado corresponder às expectativas, assumindo-se como um verdadeiro local de culturas, de gostos e preferências musicais, um evento único com a duração de 7 dias, mais 2 de aquecimento, que transcende a forma de festival, que mereceu ao longo dos anos contributos da sociedade, através de uma participação ativa, mas que mesmo assim, não satisfaz os espíritos inquietos da oposição.
 
Recordo que a abrangência do cartaz de 2017, e a presença de uma artista de renome internacional, foi possível apenas devido à colaboração de entidades privadas, locais e regionais.
Mas neste particular o PSD fez uma verdadeira cambalhota, depois de ao longo dos últimos 4 anos ter vindo sempre com exemplos de câmaras da mesma cor partidária, mudou o discurso e recusa-se a falar desses “exemplos”, recusando-se no entanto a falar também da Câmara da Horta. 
O que o PSD pretende neste momento é desviar as atenções dos faialenses para as verdadeiras questões da responsabilidade e que dizem respeito ao Município, responsabilizando o presidente da Câmara por factos, assuntos e questões que não lhe são imputáveis, esse é que é o grande objetivo do PSD.
Desviar as atenções, desvalorizar o trabalho feito, e culpabilizar José Leonardo pelas responsabilidades que não são dele, é esse o verdadeiro objetivo da oposição coligada, que aos poucos vai perdendo membros, assumindo-se este ano, com menos uma força partidária. Bom sinal.
Aos Faialenses deverá interessar aqueles que se coligam com as pessoas, assumindo o trabalho desde o primeiro, ao último dia. 

 

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