DESEMPREGO e UMA” MENTIRINHA”

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 Caro leitor, os dados oficiais confirmam que os números do desemprego nos Açores apresentam claramente uma preocupante tendência crescente, que se vem avolumando desde 2003. É o fruto das decisões e opções políticas tomadas pelo Governo Regional que também sistematicamente tem reprovado as medidas da oposição (a arrogância da maioria socialista funciona assim!), perdendo a economia açoriana, as pessoas, os açorianos, e de uma forma especial, a juventude destas nove ilhas.

As medidas governamentais de combate à crise falharam e os resultados das políticas esgotadas começam a falar por si e começam a deixar nervosos os responsáveis pelo poder nos Açores.

A realidade é  que: há mais açorianos desempregados e menos empregos disponíveis; há menos turistas a visitar-nos e mais quartos de hotel vazios; constroem-se menos casas e edifícios; compram-se menos automóveis e a emancipação da juventude açoriana é cada vez mais uma miragem.

Assim, há  cada vez mais açorianos a caírem em situações de pobreza e a classe média é claramente afectada pelas políticas de um Governo Regional que já perdeu a chama.

“A pobreza cresce na Região! Em Novembro de 2009, com 19.946 beneficiários do Rendimento Social de Inserção, os Açores (8%) tinham a mais alta taxa do País (3,9%) de cidadãos a receberem o Rendimento Social de Inserção”.

Mais preocupante ainda é saber que mais do que 15% dos desempregados são jovens entre os 16 e os 25 anos. A propaganda e o marketing socialista tentam encobrir tudo isto, mas os jovens sabem e sentem que isto é verdade.

Falta, quanto a mim, incentivos ao primeiro emprego nas nossas ilhas, pois o Estagiar L e T não resolvem claramente o problema, mas sim promovem a reciclagem de jovens que de dois em dois anos (ou menos!) são substituídos.

O desemprego está  claramente associado ao não se conseguir fixar os jovens nas nossas ilhas, e o combate à desertificação não estar a ser feito com medidas claras e concretas, pois não é com políticas de fachada, com o betão e o marketing dos socialistas regionais que se combatem esses problemas. Defendo, sempre defendi, caro leitor, que é preciso apostar nas pessoas, é preciso apoiar as empresas das nossas ilhas, é preciso criar um sistema de transportes verdadeiramente digno desse nome, já o disse e repito.

“Não vale a pena iludir as pessoas, pois nas empresas e nas famílias sabe-se e sente-se que o aumento verificado nos índices de desemprego é o reflexo claro das políticas esgotadas do PS e dos seus responsáveis”, reitero. 

Post-Scriptum. Em 11 de Setembro de 2007 na ilha Graciosa, o presidente do Governo dos Açores, Carlos César, revelava que ia ser possível, já em 2009, a atribuição gratuita de manuais escolares e de outros instrumentos de estudo nestas ilhas. Contudo, a realidade sentida e vivida em Fevereiro de 2010 é outra, e decorridos que estão mais de três anos depois dessa promessa vã, o que é certo é que os manuais escolares estão caríssimos e o nosso presidente faltou à verdade. É lamentável!

Uma família que tenha dois filhos, estando um no 12º ano e outro a estudar no 8º ano, paga mais de 600 euros em livros escolares (por exemplo). Esta despesa é claramente muito elevada para os dias de hoje e para as possibilidades das pessoas da classe média, e não só. Assim, e perante a situação é caso para dizer: Óh Sr. Presidente… só pode ter sido esquecimento… ou foi mesmo promessa vã para “inglês” ver?