Certificados de excelência do TripAdvisor
Dois foram os Certificados de excelência com que a TripAdvisor distinguiu, em Agosto passado, estabelecimentos comerciais de restauração sedeados na Horta, como salientou oportunamente o Tribuna.
Não venho pois repetir as desenvolvidas e justas referências, ou algo acrescentar às mesmas.
Mas para quem à distância vem acompanhando, quanto possível, embora, mesmo de perto, seria assaz diferente se estivesse no Volga (onde ia diariamente), para o café de almoço e respectiva cavaqueira com amigos, não deixa de lhe agradar factos elogiosos como foram os Certificados em apreço.
É certo que “A Arvore” é um restaurante que conheço há muitos anos, bem como seus donos, Dona Isaura e o José Manuel, pelo que não me constituiu novidade a merecida distinção, aliás, vem ao encontro do que já tenho escrito nesta coluna sobre o afamado restaurante da rua da Conceição.
E pelo que li relativamente à Casa de Chá, da Matriz, foi-me grato saber tratar-se de um moderno estabelecimento que, apenas com meia dúzia de anos, já goza da simpatia geral, tornando-se digno de prestigiada referência na Horta, a Cidade mais cosmopolita dos Açores.
O porto da Praia da Vitoria e o gás de xisto
O amplo porto artificial da Praia da Vitória tem vindo a ser um problema, particularmente para os terceirenses, políticos incluídos, por ainda não ter sido possível dar-lhe a utilização que, seu tamanho e situação geográfica a meio do Atlântico Norte, fazia acreditar aquando da sua construção.
Há anos, a governação regional ainda tentou um inútil rebuçado: a “janelinha” criada à socapa pelo Partido socialista (Plano das duas placas logísticas) em Ponta Delgada e Praia da Vitória que previa o transbordo das mercadorias do continente no porto terceirense, destinadas aos grupos Central e Ocidental.
Mas apesar da reacção dos concessionários das outras ilhas pelas consequências negativas do transbordo (demora e custo) para as respectivas populações e dos votos contra dos deputados da oposição por elas eleitos, incluindo os socialistas do Faial, o Governo fez compasso de espera, quiçá convicto que a salvação do porto da Praia da Vitória estaria em cinco ilhas de meia centena de milhar de habitantes.
Naturalmente que os terceirenses não compreendem o não aproveitamento dum mega porto em que puseram e põem grandes esperanças, sobretudo quando assistem ao esfaziamento da Base das Lajes.
Se bem que esperançosas notícias vem surgindo na imprensa, entre elas a que nos parece mais viável refere-se a uma plataforma de transbordo para gás de xisto da América..
Embora algo diferente, faz-nos lembrar o tempo áureo da navegação a vapor com o abastecimento de carvão aos milhares de navios que, na travessia do Atlântico, escalavam o então movimentado porto da Horta.
A descarga do chamado ouro negro- para os armazéns da Bensaúde e da FayaI Coal era acontecimento grande na cidade-mar açoriana.
Ilhéu de Monchique – Onde acaba a Europa
Justa Homenagem a DOIS Continentais
No prosseguimento das comemorações da cinco vezes centenária freguesia de Castelo Branco, foi prestada, no dia 15 de Julho passado, justa homenagem póstuma a dois prestimosos continentais que aqui viveram muitos anos, deixando seu nome ligado à vida faialense.
Estou-me a referir aos senhores Casimiro Gonçalves e Ramiro Sousa Pereira que mormente na progressiva autarquia puseram a render belos dons de Deus recebidos.
O primeiro no campo politico-social, em que como presidente da freguesia teve uma acção deveras eficaz.
Ficou mesmo célebre a sua ida a Lisboa para falar directamente com Salazar a quem expôs a intenção de construir uma bairro social na Lombega.
E de lá veio, não de mãos a abanar, mas sim com um cheque da importância necessária à realização de seu propósito: um caso assaz falado na ilha inteira.
Apropriado foi o nome agora dado ao Bairro do Lameiro.
Por sua vez, o Professor Ramiro, como era tratado, além de ter exercido proficuamente o seu munus na Escola da Carreira que justamente passou a ter o seu nome, dedicou-se também a outras actividades quer na freguesia quer na cidade.
Foi apreciado jornalista em “O Telégrafo”, tendo rendido, o Prof. Coelho (por morte deste) nas populares gazetilhas de Frei Pedro, passando a assinar por Frei Paulo.
Como músico ensaiou e regueu a Filarmónica “União Faialense”.
E na política fez parte do grupo encabeçado por Guilherme Pinto que implantou o CDS no Faial.
Duas pessoas merecedoras do reconhecimento faialense.
O pombo torcaz na “berlinda”
Nunca fui agricultor, nem caçador, rima aparte. Mas, quando rapaz, habituei-me a ouvir loas ao pombo torcaz.
Especialmente por amantes da caça, para quem constituía invejável trofeu, não só pela dificuldade em lhe acertar, mas também por dar apreciado pitéu.
Aliás não tenho ideia de alguma vez o ter provado, talvez por não ser fá culinário, conquanto tenha estado casado muitos anos (62) com uma mestre na arte, na opinião de familiares e não só.
Vem isto a propósito de ter lido ou ouvido que, nos Biscoitos, os pombos torcazes estão a provocar estragos nos vinhedos, causando natural reacção dos agricultores da conhecida zona vitícola terceirense, verdelho incluído.
Por sinal, algo idêntico vem acontecendo no Pico, sendo opinião generalizada que a recente portaria regional não é suficiente para o combate que se impõe, tanto mais tratando-se de espécie protegida, aumentando consequentemente a dificuldade na solução do problema.
De positivo, porém, o facto de o Secretaria do Ambiente estar empenhada em o resolver.
O autor não escreve de acordo com o novo acordo ortográfico











