Dia Mundial dos Oceanos assinala-se sexta-feira

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Quanto vale o mar português? Quais os seus animais mais emblemáticos? Como se combate o degelo do Ártico?  Deixaremos de comer peixe, para salvar as espécies? São algumas das questões que os especialistas têm colocado quando se fala do mar, das suas fragilidades e das suas potencialidades.

Por cá, nos últimos tempos, muito se tem falado da sustentabilidade económica que o mar enceta e dos potenciais que ainda são desconhecidos ou que ainda estão por explorar.

Outro dos aspectos que importa reter é que os recursos marinhos não são infinitos e a má conduta de todos nós está a provocar alguns problemas graves como sejam a extinção de algumas espécies.

De acordo com Hélder Silva, director do DOP, extinta está a foca monge, que existe na Madeira embora com um nível de população muito baixo e existia nos Açores na altura da descoberta das ilhas e o calcamar que é uma ave marinha extinta.  


No dia  8 de Junho, comemora-se o Dia Mundial dos Oceanos.  Cobrem dois terços do planeta que é a nossa casa, geram a maior parte do oxigénio que respiramos, são fonte de alimento e de novas moléculas para medicamentos, regulam o clima e são fonte de inspiração para poetas. E precisam cada vez mais de protecção, porque as ameaças vão crescendo em escalada. É isso que hoje está em equação quando se celebra o Dia Mundial dos Oceanos, assinalado no mundo, com diversas actividades.

As comemorações do Dia Mundial dos Oceanos estão integradas no programa Açores Entre Mares. Serão ainda desenvolvidas diversas actividades sob o tema “Lixo Zero no Mar”, numa clara uma oportunidade de aprendizagem para todos os Açorianos e ocasião para colaborar na defesa e melhoria do ambiente marinho dos Açores.

O lixo é um problema que está a ser objecto de levantamento por várias organizações internacionais e nacionais a nível mundial.

“É um problema que bate à nossa porta porque há vários focos, mas há um foco de lixo que vem da corrente das Caraíbas e que apanha a corrente do Golfo e que é retido, parte deles, nos Açores ou que passa ao largo dos Açores. É um problema e é um problema para o qual devemos estar atentos e devemos fazer um esforço partilhado com estas organizações no sentido de ter um conhecimento melhor do problema e procurar contribuir para a sua resolução, embora tenha de ser feita nos países emissores deste lixo, na costa Americana e Caraíbas” – disse Hélder Silva ao Correio dos Açores numa entrevista publicada a 22 de Maio p.p.

 Ainda no âmbito destas comemorações, numa organização do Parque Natural do Faial, a partir das 09h30, haverá uma trilho de interpretação sobre a avifauna marinha. Pelas 10h00 começará uma visita ao Coral Lab, no Departamento de Oceanografia e Pescas.

Depois de almoço, pelas 14h15, no Jardim Botânico do Faial, haverá uma actividade denominada “Vem conhecer a Flora Costeira dos Açores”.

E pelas 21h00, no DOP, haverá o visionamento de um documentário intitulado “Sea Change”.

Destaque ainda para uma sessão a ter lugar nos dias 9 e 10 de Julho, na Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça, na Horta, denominada “Conhecer o Mar dos Açores II”

Esta sessão surge dado o sucesso da primeira edição do “Conhecer o Mar dos Açores”, encontro aberto e formal entre a administração regional e os cientistas dos Açores.

Com este evento tenta-se criar momentos de comunicação aberta e inclusiva entre a ciência produzida nos Açores e a administração pública e, ao mesmo tempo, fortalecer as redes de investigação regional, reforçando os laços entre os cientistas que operam nos Açores. Este ano, estes objectivos assumem particular importância tendo em conta a fase de elaboração do Plano de Ordenamento do Espaço Marítimo dos Açores e a implementação da Directiva-Quadro “Estratégia Marinha”.

Entretanto, o Director Regional dos Assuntos do Mar, Frederico Cardigos, participou, em representação do Presidente do Governo, na Assembleia-Geral da Comissão Arco Atlântico da Conferência das Regiões Periféricas Marítimas ( CRPM ) que decorreu, nos dias 31 de Maio e 1 de Junho, em Santander, na Espanha.

Esta Assembleia teve como pontos principais de agenda a eleição do novo Presidente da Comissão e a aprovação de uma moção política relativa à Estratégia do Atlântico.  

Na ocasião, o Director Regional dos Assuntos do Mar, Frederico Cardigos, referiu que “a posição política da Comissão Arco Atlântico inclui pontos de sintonia e grande interesse para os Açores, como as temáticas ligadas à economia e à indústrias marinhas, ao clima e ao ambiente, à pesquisa e à inovação, bem como à atractividade dos territórios atlânticos”

O DIA MUNDIAL

Os oceanos são fonte de vida e um mar de problemas. Foi em 1992, durante a Cimeira da Terra, no Rio de Janeiro, que nasceu a proposta de criação de um dia mundial dos oceanos. E, em1994, acomunidade internacional aprovou no quadro da ONU a Convenção das Nações Unidas para o Direito do Mar. Hoje é dia de parar para pensar. E de mudar o que houver a mudar.

 

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