Dois pesos, duas medidas!

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TI

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Li com atenção o que escreveu o Dr. Fernando Faria, sobre a decisão da Comissão de Toponímia da edilidade faialense, em não atribuir o nome de Casimiro Gonçalves, a uma artéria de Castelo Branco. A negação, segundo apurou o articulista, tinha a ver com um eventual passado entre o meu avô e o regime fascista!
Terá sido por Casimiro Gonçalves, ter sido chamado pela PIDE a Lisboa, a fim de depor sobre o que disse numa taberna daquela laboriosa freguesia? Ipsis verbis terá afirmado que “O Salazar merecia ser partido às postas”!
Despediu-se da família como se jamais voltasse ao Faial, mas aproveitou para levar mais um carrete de gado para o mercado geral da capital. Terá sido pelos discursos que fazia no coreto da Praça da República chamando a atenção para as falcatruas a que o regime se habituou? Conhecendo-o como o conheci, iria detestar ver o seu nome numa rua. Não era vaidoso e só gostava de dar o seu a seu dono. Obras feitas para o comprovar. Dois bairros para gente necessitada e um bebedouro público para o gado. 
A família de Casimiro Gonçalves será sempre a mesma com ou sem placa e com uma grande componente de ajuda aos desfavorecidos. Surpreende-nos, no entanto, que esta semana tenha sido dado o nome do Dr. Sebastião Goulart a uma pequena artéria que conduzia ao hospital velho. Bom, para quem já se esqueceu, este incansável medico faialense foi presidente da Câmara da Horta! Estamos, em boa verdade, perante dois pesos e duas medidas! Qual o critério utilizado? Houve, ou não, uma attitude tendenciosa e de malícia? Sejamos ao menos honestos nas nossas decisões porque, desta maneira, duvidamos delas. 

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