Duas cítaras chegam ao Festival Cordas na ilha do Pico

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A cítara é um instrumento de cordas, usado sobretudo na música tradicional mais comum em países de língua alemã nos Alpes e na Europa do Leste. O Festival Cordas apresenta, pela primeira vez, este instrumento pelas mãos do britânico Andrew Cronshaw. O concerto acontece sábado 14 de setembro, pelas 21h30, no Auditório da Madalena. 

O público do Festival Cordas vai ficar a conhecer a cítara de 74 acordes, com duas oitavas cromáticas de 25 pares de cordas de melodia, mais 24 cordas agrupadas em seis acordes, interpretadas por Andrew Cronshaw. Estes instrumentos fabricados e vendidos há um século, ou mais, na Europa e na América, principalmente por fabricantes alemães, em dias de teclado pré-elétrico eram apresentados como instrumentos para diversão doméstica. Uma variedade ainda maior foi feita à mão e algumas ainda são tocadas, nos Estados Bálticos entre outros lugares. O instrumento do Andrew Cronshaw foi construído na Alemanha entre os anos 1930 e 40, com efeito especial construído por Phil Taylor, em 1968.

Um segundo instrumento, uma forma nova e única de cítara foi imaginada por Andrew e pelo luthier finlandês Kimmo Sarja. É um cruzamento entre um kantele finlandês e um marovany de Madagascar, uma cítara retangular de caixa desenvolvida a partir da valiha (a cúpula de bambu malgaxe) e, assim, chamada de “marovantele”. Inspirada pela pesquisa e participação do artista com a música nas duas regiões. O instrumento exclusivo tem 11 pares de cordas de cada lado, com captadores construídos por Sarja.  

Este concerto especial acontece no sábado 14 de setembro, pelas 21h30, no Auditório da Madalena. O Festival Cordas, de 11 a 15 de setembro, apresenta 20 programas celebrando a arte dos cordofones. www.festivalcordas.com

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