Estamos a terminar o segundo ano letivo em que todos os alunos dos Açores, do 5º, 6º, 8º e 9º anos, têm manuais escolares em formato digital em vez de manuais escolares tradicionais. No segundo ciclo usam tablets e, nos restantes, computadores portáteis. Tudo cedido gratuitamente ao abrigo do PRR. Esta experiência açoriana teve um ano piloto, implementado em algumas turmas. No entanto, sem que se tivessem conhecido quaisquer balanços da experiência, rapidamente foi generalizada a toda a região. No próximo ano letivo chega, pela primeira vez, ao ensino secundário. Depois? Logo se vê. Afinal, parece que o contrato com as editoras tem a duração de três anos e o PRR não dura para sempre. Os balanços desta “inovação pedagógica” têm sido feitos anualmente no seio de cada escola, mas não se conhecem a nível institucional.
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