Eleições para Presidente do PSD/Açores – Alexandre Gaudêncio – “Pretendo transformar o PSD/Açores num partido forte, capaz de ser uma solução alternativa à atual governação socialista”

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TI – Apresentou formalmente a sua candidatura à presidência do PSD/açores. Que motivos estiveram na base da sua decisão de avançar para a liderança dos sociais-democratas açorianos?
Alexandre Gaudêncio – Acredito que o PSD/Açores precisa de um novo rumo, com outros intervenientes políticos, com provas dadas na sociedade, quer profissional e civicamente, sejam estes mais ou menos novos. Acredito nos militantes que o partido possui. Todos são precisos e todos merecem ser valorizados sejam do PSD, dos TSD e da JSD Açores. Esse é um importante rumo para as vitórias almejadas. É com este intuito, após uma profunda reflexão, que decidi candidatar-me a Presidente do PSD/Açores.

TI – Quais são as linhas orientadoras da sua candidatura?
AG – A presente candidatura que tem como lema “Rumo à Vitória” pretende transformar o PSD/Açores num partido forte capaz de ser uma solução alternativa à atual governação socialista que tem vindo a demonstrar já diversos sinais de desgaste.
Considero que podemos ser uma força agregadora que através da matriz social-democrata e com o apoio dos militantes de todas as ilhas poderemos construir uns Açores melhores.
Desde logo, é nossa intenção criar o Gabinete de Apoio ao Militante de forma a disponibilizar serviços jurídicos, técnicos e de comunicação para os dirigentes; constituir uma Academia do Poder Local com uma ligação ao Instituto Sá Carneiro para melhor preparar para os desafios eleitorais no arquipélago; promover as Mulheres Social-Democratas; desburocratizar a adesão de novos militantes e a adoção das novas tecnologias para facilitar o processo; presença de membros da Comissão Política Regional nas iniciativas desenvolvidas pelas estruturas locais; entre outras medidas.

TI – Sabe-se que amanhã, dia 29 de setembro, terá um adversário nessa corrida à liderança. Que argumentos apresenta para os militantes do partido votarem em si e não no outro candidato?
AG – Mais do que uma eleição interna, os militantes devem ter presente que estarão a eleger, muito provavelmente, o próximo candidato a presidente do Governo Regional pelo PSD/Açores. E devem questionar se querem alguém com provas dadas que consegue ganhar eleições na rua, tendo inclusivamente conquistado duas maiorias absolutas num concelho que era dominado pelo Partido Socialista, ou se querem alguém que nos últimos anos serviu-se da comunicação social para criticar o partido e pouco ou nada fez para ajudar o partido a ganhar eleições.

TI – Nos Açores, o PSD está há mais de 20 anos na oposição. Depois de terem tido vários líderes e de diversas derrotas eleitorais, como vê o partido atualmente?
AG – O PSD/Açores tem um legado histórico que nos honra, devendo responsabilizar e orientar a nossa ação política. Foi o partido fundador da autonomia. E parte do nosso projeto é reconhecer o trabalho feito de quem impulsionou o PSD/Açores, mas também conciliá-lo com novas ideias e novos protagonistas. Todos são bem-vindos neste projeto que pretende agregar para vencer.
Este é um projeto de militantes e para os militantes de Santa Maria ao Corvo, que deseja colaborar com todos sejam novos ou mais velhos e que procurará trabalhar com todas as estruturas incluindo os TSD, a JSD e os militantes social-democratas açorianos na Diáspora.
Por isso, vejo o PSD/Açores como um partido que bem mobilizado e, mentalizando para vencer, poderá ganhar eleições e dar uma nova esperança aos açorianos a breve trecho.

TI – Acha que o partido deve olhar cada vez mais para dentro, para os militantes, procurando uma maior coesão interna ou abrir-se à sociedade, procurando envolver a sociedade civil?
AG – Pretendemos utilizar os princípios fundadores do PSD/A para criar uma oposição forte e devolver a mística da vitória ao partido. Mentalizar para vencer é o nosso propósito. Necessariamente teremos que internamente nos unir após as eleições para logo de seguida começarmos a trabalhar e nos apresentarmos como uma verdadeira alternativa de poder para a sociedade açoriana.

TI – Que opinião tem em relação à governação socialista dos últimos anos?
AG – O PS está a perder o rumo para liderar a Região e, prova disso, é a remodelação governamental ocorrida recentemente. Estamos perante um Executivo Regional que dá sinais claros de deterioração, de luta interna e que podia fazer mais pelos açorianos das nove ilhas.
O Faial tem sido uma das vítimas da atual governação socialista. Defendemos a revisão do modelo de transporte aéreo para o Faial. Há potencial para se atrair outras companhias aéreas como as low cost que poderão impulsionar o turismo e outros setores cá na ilha.

TI – Como olha para a Região Autónoma dos Açores dos dias de hoje?
AG – Os Açorianos estão a passar por inúmeras dificuldades e o PS começa a dar claros sinais de desgaste e não tem ideias para resolver os problemas da nossa sociedade.
Pretendemos por isso apresentar um verdadeiro projeto político que visa ter propostas nas áreas mais sensíveis da nossa sociedade: a saúde, a educação, o emprego e os transportes.

TI – Neste momento de reflexão interna do partido, que mensagem quer deixar aos militantes do PSD/Açores?
AG – Pretendemos um PSD/Açores mais interventivo, virado para a sociedade e que, acima de tudo, possa responder aos desafios com que as pessoas estão a ser confrontadas: a necessidade de um novo modelo de governação com novos protagonistas e com o PSD/Açores a representar essa viragem logo após as eleições internas.

TI – Caso seja eleito presidente dos sociais-democratas açorianos qual será a sua primeira medida?
AG – O primeiro passo, caso vencermos as eleições, será conciliar e revitalizar as estruturas. O segundo será reforçar a nossa autonomia interna perante o partido a nível nacional. E o terceiro será fazer oposição ao atual executivo regional e pedir consequências por cada falha do executivo de Vasco Cordeiro para com os açorianos e responsabilizá-los pelas gestões lesivas nas mais variadas áreas de governação. Estamos a prepararmo-nos para ser parte da solução pois os dias desta governação socialista estão contados.

TI – Acredita que consigo o PSD/açores têm condições para ganhar as próximas legislativas regionais e ser poder em 2020?
AG – Esta candidatura que lidero pretende devolver a mística da vitória ao PSD/Açores. Já estamos de mangas arregaçadas para esse processo. Com empenho, dedicação e muito trabalho envolvendo cada uma das nove ilhas tudo faremos para devolver os Açores aos açorianos. É, por isso, nossa intenção trabalhar para vencer e dar um novo rumo à Região a partir de com o PSD/Açores a ser o principal protagonista da governação regional. 

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