ERSARA – Entrega “Selos da qualidade da água para consumo humano”

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No passado dia 15 de maio, numa cerimónia pública que decorreu no Teatro Faialense, a Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos dos Açores (ERSARA) entregou a nove entidades da Região o Selo da qualidade da água para consumo humano.

A Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos dos Açores (ERSARA) entregou a nove entidades da Região Autónoma dos Açores o Selo da qualidade da água para consumo humano. numa cerimónia pública que decorreu no Teatro Faialense.
Nessa cerimónia, o Presidente do Conselho de Administração da ERSARA, Hugo Pacheco, considerou que a água dos Açores “é, não de boa qualidade, mas de excelente qualidade”, a qual é atestada pelos mais recentes resultados que se encontram publicados “no relatório anual da qualidade da água dos Açores”.
Segundo o Presidente do CA “pela primeira vez em Portugal, uma água da torneira atingiu um valor por Região de 98,97%, quase 99% de qualidade da água”, que não é um objetivo fácil de atingir, mas “os Açores atingem esse marco de qualidade da água”, que não é recente.
Efetivamente, desde há três anos a esta parte, a qualidade da água dos Açores tem estado acima dos 99%, o “que é motivo para termos uma confiança na água que temos na torneira nas nove ilhas dos Açores, dos dezanove concelhos dos Açores”, salientou Hugo Pacheco numa conversa moderada por Roberto Morais nesta cerimónia oficial.
De acordo com o Presidente da ERSARA “qualidade” significa “a água que se encontra sujeita a um controlo rigorosíssimo”, feito por laboratórios independentes e estes também acreditados por entidades independentes”. No caso dos Açores, em toda a Região foram realizadas cerca de 22 mil análises durante todo o ano de 2017, que cobre um leque muito abrangente de parâmetros, microbiológicos, físicos e químicos, e que permitiram chegar à conclusão de uma enorme confiança na água dos Açores.
Para Hugo Pacheco, a ERSARA tem a preocupação de que “haja bons dados, dados com grande fiabilidade”, de modo a que olhando para os mesmos se consiga fazer uma “análise real, sincera da situação existente”.
O Comissário de Portugal no VIII Fórum Mundial da Água, presente nesta cerimónia, começou por destacar o facto de “a água é hoje uma prioridade para as Nações Unidas”, sendo este um tema que une todos na convicção da sua importância, mas “que também divide sociedades quando a água é escassa e têm que a partilhar”.
Por isso, afirmou o Comissário “a partilha da água ganha uma grande dimensão no sentido de evitar conflitos”, alguns deles já existentes à volta da água e da sua escassez. “Pode dizer-se que em relação ao objetivo seis, que é a água, Portugal encontra-se numa situação confortável”, disse.
Trata-se de um objetivo muito importante pois incorpora diversas metas ligadas à água recurso, à água serviços e aos ecossistemas da água, tendo uma caraterística fundamental, pois cruza com todos os outros objetivos. Isto porque “não se pode falar do objetivo pobreza sem falar da água, não se pode falar do objetivo saúde ou desenvolvimento sem falar de água”, pelo que a água tem importância em si e pela transversalidade que tem.
Após esta conversa onde foram abordados temas relacionados com a água, procedeu-se à cerimónia de entrega dos prémios daqueles que mais se distinguiram ao longo de 2017 nos seus municípios na qualidade da água que levaram às suas populações.
O Selo da qualidade da água para consumo humano, que visa contribuir para um melhor desempenho das entidades gestoras, bem como para o incremento da confiança da qualidade da água da torneira por parte dos consumidores, e premeia o mérito dessas entidades gestoras, foram atribuídas às seguintes entidades: Câmara Municipal da Horta, Serviços Municipalizados de Angra do Heroísmo, Câmara Municipal do Corvo, Câmara Municipal da Lagoa, SMAS de Ponta Delgada, Câmara Municipal das Lajes das Flores, Câmara Municipal de Santa Cruz das Flores, Nordeste Ativo, Câmara Municipal da Povoação.

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