Escolher outro terreno para construção da nova prisão é “mais rápido e mais barato”

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O candidato do BE à Assembleia da República pelos Açores considera “absurda” a escolha do terreno para a construção do futuro Estabelecimento Prisional de São Miguel porque implica gastar três milhões de euros durante três anos só para retirar uma montanha de bagacina. “É muito mais rápido e muito mais barato comprar outro terreno que tenha as condições adequadas”, defende o candidato do BE, que visitou hoje o local para onde está prevista a nova cadeia.

António Lima desafiou a candidata do PS pelos Açores, Isabel Rodrigues, a visitar o local e a dizer se está orgulhosa do papel que o PS está a ter neste processo.

“Porque é que se escolhe um terreno que, em vez de ser plano, tem uma enorme montanha que é preciso aterrar durante três anos? Será que não havia outro terreno em toda a ilha de São Miguel que fosse plano?”, questionou o candidato do BE em declarações aos jornalistas, apontando de seguida a resposta: “Qualquer terreno com condições para a construção do edíficio custaria menos do que os três milhões de euros que se vão gastar a preparar este terreno”.

António Lima acusa o Governo Regional e o Governo da República de escolher este terreno “como forma de atrasar ainda mais este processo que já se arrasta há décadas e que é reconhecido por todos como um problema de direitos humanos”.

O candidato do BE apontou ainda outras “curiosidades” sobre este estranho processo, referindo que o terreno em causa está classficado no Plano Diretor Municipal como um pedreira, onde, por essa razão, não é permitida a construção de um edifício, e recordando o histórico dos proprietários do terreno: “Este terreno pertencia a uma empresa de construção civil e foi entregue à Segurança Social para saldar uma dívida, depois, o terreno foi cedido pelo Governo Regional ao Governo da República para a construção do novo estabelecimento prisional, e uma das empresas que concorre à obra de remoção das bagacinas é a empresa que inicialmente tinha entregue o terreno para saldar uma dívida”.

“Para nós, o essencial é que o estabelecimento prisional seja construído, e o que propomos é que se escolha outro terreno”, resume o candidato do BE, que tem uma certeza: “Continuar com este processo – e tendo em conta que o concurso para a remoção das bagacinas está em tribunal – é fazer com que o novo EP não seja construído durante a próxima legislatura”.

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