Euterpe e Bombeiros em Festa Maestro José Maria e Mestre Jaime Reconhecidos

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Dois Centenários assinalaram a vida faialense neste mês de Maio: o da Filarmónica Euterpe de Castelo Branco, no dia 12, e o da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários do Faial, no dia 16. 

Estas duas instituições honraram, durante cem anos, a cultura e a sociedade desta ilha, com relevantes serviços públicos, ainda que diferentes na sua génese vocacional e nos seus destinatários. 

A Euterpe terá iniciado a sua atividade com a participação na procissão da solene Visita do Senhor aos Enfermos, em 1912, conhecendo ao longo da sua ininterrupta vida dificuldades várias e também sucessos assinaláveis, entre os quais destacamos a construção da sua sede, inaugurada em 1972, graças aos apoios e vontades mobilizadas e a existência passada dos Grupos Coral Juvenil e Folclórico Infantil, que integram a sua história. 

Muitos foram os maestros que impulsionaram a sua vida musical e contribuíram para o enriquecimento da cultura faialense. Saudando o seu atual diretor musical, José Amorim Faria de Carvalho, prestamos homenagem a todos os anteriores bem como às centenas de músicos que animaram as suas fileiras e ao seu Grupo Folclórico (hoje designado Etnográfico), fundado em 1977, e ainda a todos os elementos que ajudaram a divulgar as danças, os cantares e os instrumentos musicais da nossa etnografia. 

A Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários do Faial, cujos estatutos foram aprovados em 1912, tem igualmente o seu percurso centenário recheado de serviços, contrapondo as dificuldades naturais em todas as organizações de benemerência à importância da sua ação na vida dos faialenses. De tal modo que hoje não concebemos esta nossa ilha sem a Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários do Faial. 

Impõe-se, pois, também, a saudação e o reconhecimento ao seu atual comandante, Álvaro António Pimentel Soares de Melo e ao presidente da direção, Hélio dos Santos Teles Pamplona, bem como a todos os que se dedicaram à causa, desde bombeiros e funcionários às suas direções e comandos. Permito-me destacar, de entre eles, o mais recente, António Manuel Fraga, cuja entrega e empenho testemunhei, merecedora do apreço social que lhe é tributado.

Tal apreço envolve cada uma das mulheres e cada um dos homens corajosos e abnegados, com espírito de bem servir, prontos a apoiar a população nas mais diversas situações, indefetíveis na sua missão de combate a incêndios rurais, florestais, urbanos e industriais, no acudir a emergências médicas e no transporte de doentes.

Este é um momento de prestígio para as nossas coletividades mas também de reflexão sobre a nossa missão enquanto seres sociais e de gratidão a milhares de cidadãos anónimos votados ao bem-estar das suas comunidades. 

E porque a Freguesia das Angústias soube homenagear, em dia de aniversário, dois dos seus destacados cidadãos, Maestro José Maria da Silva e Mestre Jaime Alexandre, pelo seu significativo e honroso contributo cívico onde se destaca a aprendizagem de valores na escola de música e na escola do escutismo (CNE), aqui fica também um tributo merecido aos homenageados, à freguesia e aos seus autarcas, à sua população e às suas instituições. 

O Faial e os Açores estão de parabéns!

 

 

 

 

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