FAIAL – Hoje e Ontem

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Concurso de curta-metragem

Foi com natural agrado que soube do Concurso de curta-metragem promovido pelo Cineclube do Faial em conjunto com a Escola Secundária Manuel de Arriaga, e realizado no Teatro Faialense.
Aliás duas importantes Instituições que se complementam: Uma para o ensino escolar, quiçá iniciado com os primeiros povoadores da Ilha, outra, ligada à antiga arte teatral.
Quanto à cinematografia, se não estou em erro, terá começado na Horta com “Margarida, amor fiel” em fins de 1940, no Teatro da Rua das Árvores, como ainda lhe chama saudosamente patrício das Angústias e agora meu vizinho na Cidade Património.
Foi seu autor, e principal personagem, o escritor faialense Amílcar Goulart, um amador, envejando profissionais.
Recorde-se que Amílcar Goulart teve uma intensa actividade cultural na sua Ilha, merecedor de lugar na História do Faial.
Mas se de “Margarida, amor fiel” tenho apenas vaga ideia, o mesmo não sucede com “Açores, Ilhas de Sonho, documentário, a cores, rodado por António Furtado, tendo tido a oportunidade, a convite do interessado patrício, de assistir à ante-estreia no “Amor da Pátria”.
Por sinal, já havia acompanhado os trabalhos de preparação das últimas sessões, realizados em estúdio improvisado no r/c da casa familiar à Rua D. Pedro IV, em que participavam os colaboradores, Fernando Melo, texto, e Carlos Ramos Jr. coordenador musical.
A título de curiosidade, a seguir breves pormenores: 158400 fotografias, 5 bobines de música, serões até às 4 horas da madrugada.
Concluindo, diremos que foram, na verdade, momentos virados para a cultura, tanto de hoje como de ontem, assaz dignos do Faial e dos Açores.

Hospital na berlinda
A realização do II Encontro Científico sobre a Saúde, foi evento merecedor da cobertura feita pela comunicação social, mais particularmente pela Imprensa da Horta.
Segundo lemos, trouxe ao Faial ilustres personalidades nacionais e internacionais que falaram de importantes e oportunos problemas que interessam particularmente aos habitantes das ilhas do Triângulo, das ocidentais e às demais açorianas.
É justo salientar que o Hospital faialense tem um corpo clínico de reconhecida competência, abrangendo as necessárias valências para cinco das nove ilhas da Região.
Ora tendo em conta o provérbio “de que os homens não se medem aos palmos”, a única diferença das congéneres é de não ter nome próprio: Santo Espírito o da Terceira, Divino Espírito Santo o de São Miguel.
Enquanto pertenceu à Misericórdia, foi chamado de Walter Bensaúde.
A propósito, recorremos aos Anais do Município da Horta, de Marcelino Lima.
Eis o que escreve o escritor:
Foi um cidadão ilustre nascido no Faial e que em vida muito gostou da sua Ilha, mesmo quando dela ausente ao ponto de lhe ter doado 300 contos, avultada verba destinada ao Hospital da Misericórdia que, na altura, funcionava numa casa da Santa Casa.
Por sua vez, a respectiva Comissão Administrativa, com a dita verba e outras, construiu um novo e amplo Hospital, a que deu o nome do benemérito faialense Walter Bensaúde.
E em 1901 é lançada a 1ª. Pedra, e dois anos depois, isto é em 1903, é a inauguração, com grande solenidade.
Na verdade, um imponente edifício que durante século e meio dignificou a Santa Casa da Misericórdia.
Reconhecidos médicos e enfermeiros fizeram parte do Corpo Clínico que, a partir, da década 20 do século passado foi apoiado pelas Irmãs Hospitaleiras.
Ainda me recordo da passagem pelos Cedros aquando da sua chegada, estava eu na Praça com outros amigos, correspondendo aos alegres acenos.

Q B
Em tempo que os Orçamentos Participativos estão na Ordem do Dia, o Director do “Tribuna “, em Editorial, oportuno como sempre, alerta para o facto do Município da Horta ainda não ter iniciado o Passeio Pedonal de Porto Pim previsto para 2017!
Ouso, porém, concordando com a manifestada estranheza, lembrar que paciência não tem faltado aos meus patrícios residentes, e que as eleições estão próximas… 

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