
No Verão de 1938 estive em Angra do Heroísmo, numa excursão do Fayal Sport com Futebol, Ténis e Teatro, calorosamente recebida pelos terceirenses.
Um ano depois, voltei pela segunda vez, mas para completar estudos liceais, já que na Horta ainda não havia o 3º. Ciclo.
Em Outubro de 47 vim novamente para Angra, desta feita para iniciar vida profissional no Banco de Portugal.
Entretanto, vários terão sido os desembarques no cais da Alfândega, ou de passagem, (Lisboa e América) ou em férias, uma delas para assistir às Festas da Cidade , designação infelizmente perdida, pois dava a ideia que Cidade nos Açores era Angra.
E há três décadas, viemos, Maria João e Eu, mas com malas e bagagem para a ex Capital de Portugal, outro capítulo de rica história muito querida justamente pela Gente da Terceira
Eis chegado o motivo deste escrito.
Quanto à Maria João, embora se tenha realizado plenamente como “Mulher de Fé”, no Faial, nunca deixara de pensar na sua llha e em Angra, mormente na Rua da Garoupinha onde nascera, e com o Constantino Magno na mesma radicado com a família.
Por mim, só a Terceira me fazia deixar o Faial mas com residência perto da Sé e do Mercado e sem ter que pregar um prego.
Foi, porém, o único desejo não cumprido, pois até levantámos casa destruída pelo terramoto e onde moramos na Rua de Jesus, e que, segundo ouvimos, o Dr. Jorge Forjaz disse ter sido reconstrução bem conseguida.
Apesar de a Maria João continuar a fazer as compras, desta feita no Mercado Duque de Bragança, nunca deixei de ali ir com alguma frequência.
Natural pois que o recente artigo do Dr. Jorge Forjaz, publicado no “Diário Insular”, me tenha sensibilizado, levando– me até a utilizar este espaço que, quinzenalmente, me é concedido pela redação do “Tribuna das Ilhas”-, semanário que honra a Ilha de João José da Graça, introdutor da imprensa no Faial.
O Mercado Angrense é, na verdade, muito caro ao ilustre terceirense, aliás como muitos outros, e em sua douta opinião “Será um dos mais antigos mercados portugueses, sustentando o nome de político mais idolatrado do século XIX – D. Pedro , o imortal Duque de Bragança”.
Pelo que no começo, disse, julgo-me já cidadão angrense, nanja em papel camarário, mas do coração, e nessa qualidade aqui estou a corresponder ao “Desafio aos meus contemporâneos angrenses que se interessam por estas coisas a manifestarem-se agora – para manifestações posteriores bastou o caso da Biblioteca”.
Todavia, para não ficar apenas em aplausos, justos, avanço com modesta opinião: Acho-o de estrutura algo pesada, em cimento, a pedir arranjo mais leve, algo parecido com o que já li, se não estou em erro, também da douta autoria do Dr. Jorge Forjaz.
E sobre a falada mudança, Angra já tem apoios mais que suficientes, tais como: um hiper, muitos supermercados e minis para que se deixe em paz o Mercado Duque de Bragança, no centro da Cidade Património, mas assaz condigno da rica história da Ilha Terceira.
a Volta dos Feriados
O 1º. de Dezembro voltou a ser comemorado pelos Portugueses como verdadeiro Feriado Nacional, já que se trata da Independência de Portugal do jugo espanhol.
Foi um jejum de quatro anos imposto por Troyka estrangeira para salvar o País de bancarrota, consequente de péssima política de mãos largas, própria de governanças socialistas como foi a de Sócrates.
Recorde-se que entre medidas impopulares, pela coligação de Centro-direita de Coelho e de Portas, esteve a suspensão de Feriados, mesmo assim chegou ao fim de mandato com nota positiva.
E, dado a justeza das mesmas, ganhou a eleição que se seguiu, embora sem maioria absoluta, acabando por ser chumbada em São Bento, devido a golpe parlamentar de Costa que mandou às malvas a política responsável que vinha sendo apanágio do Partido Socialista.
Porém com a “complacência” do Presidente Marcelo, vai aguentando a geringonça mal e porcamente, como dizia saudoso cidadão alemão, radicado na Horta, quando lhe perguntavam pela sua saúde…













