Faial – PSD e JSD consideram emprego jovem como prioridade

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DR/PSD
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“A criação de emprego para os mais jovens é uma necessidade premente e tem de ser uma prioridade do poder político em relação ao Faial”, defendeu Carlos Ferreira, presidente do PSD local, após reunir com os presidentes da JSD/Açores e da JSD/Faial.

O social democrata considera que os poderes públicos “têm a responsabilidade primordial de criar condições para a fixação dos jovens nas suas ilhas, com destaque para o emprego, sem o qual a geração mais qualificada de sempre é obrigada a abandonar a sua ilha para procurar um salário e realização profissional”, disse.

Carlos Ferreira apontou o incremento do empreendedorismo no setor turístico, mas salientou que “há outras áreas a explorar, como o setor agrícola, onde têm emergido alguns jovens empreendedores e projetos de muita qualidade”, referiu.

Também a chamada economia azul foi destacada no encontro como uma área “privilegiada” de criação de emprego jovem no Faial, defendendo-se o papel que a Escola do Mar dos Açores pode ter nessa vertente.

“Pretendemos que a Escola do Mar comece rapidamente a ministrar formação – pois o atraso já é significativo –, qualificando jovens e pessoas de todas as idades nas diversas profissões ligadas ao mar, incluindo necessariamente o campo da reparação e da manutenção naval”, alertou.

“Essa qualificação deve ser conjugada com a criação de infraestruturas no porto da Horta, no âmbito da 2ª fase da sua requalificação, como temos defendido, para que se desenvolva um espaço com enorme potencial de criação de emprego no Faial”, acrescentou Carlos Ferreira.

O social democrata lembrou que, “nos Açores, um em cada três jovens está desempregado, o que representa a taxa mais alta do país”.

A situação açoriana nessa matéria “é extremamente delicada, apesar da existência de programas ocupacionais, que sem prejuízo dos seus pontos positivos, ajudam também e muito a camuflar a real situação do desemprego jovem no arquipélago”, adiantou.

“Os jovens do Faial precisam de condições para se realizarem profissionalmente na sua ilha, para se fixarem e para terem estabilidade laboral e familiar, de modo a que contribuam ativamente para o desenvolvimento do Faial e da Região”, concluiu Carlos Ferreira.

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