Faialenses pelo Mundo: A Irmã Hospitaleira que vê no vazio o reencontro com a fé

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Enquanto falámos estava em Fátima. A irmã Maria Amélia Costa correu parte do mundo em resposta à missão confiada pela Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição (CONFHIC) e quem sabe qual será o próximo destino. Nasceu a 28 de março de 1947 e desde os 18 que vive em fraternidade com as restantes Irmãs. São 56 anos consagrada, mais que um jubileu de ouro, num percurso de vida que começou repleto de rebeldia. Afirma que Deus a chamou mais junto à praia que junto ao templo. Aliás, apesar de
fisicamente ativa, praticando basquetebol e andebol, nunca dispensou mergulho em Porto Pim ou no Almoxarife.

O chamamento concretizou-se, a vida religiosa decorrendo e a evangelização através da música ganhou uma voz maior. Foi a missão que Deus lhe confiou, acredita. A filha do “Chico das Bicicletas” é a figura deste mês no Faialenses pelo Mundo.

Tribuna das Ilhas (TI) – O que nos pode dizer sobre a sua vida no Faial?
Irmã Maria Amélia Costa (IMAC) – Depois de religiosa continuei a ir aí, todos os verões, e fiz trabalho na comunidade. O padre Fortuna não me dispensava de uma noite para jovens e uma noite para os pais.
Até aos 18 anos fiz uma vida normal, como criança e pré-adolescente fiz o percurso catequético.
Antes disso tive um chumbo no exame de admissão ao Liceu. O meu pai viu-me integrada num grupo não muito direitinho, de rebeldes que iam para a Praça da República. Roubávamos bicicletas, depois deixávamos nos locais. O meu pai começou a ver que “não ia fazer muito de mim”. Colocou-me no Colégio de Santo António até ao antigo 7.º ano. Sonhava com um curso para mim, sonhava com Coimbra e que me ia acompanhar. Depois a vida deu uma volta.

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