O Vice-Presidente do Governo Regional, Artur Lima, defendeu a importância de reforçar a excelência dos Açores em domínios estratégicos e distintivos, por ocasião da conferência “Competir num Mundo em Mudança”, organizada pela AmCham Portugal.
Para Artur Lima, a “competitividade e a coesão são vistas como forças antagónicas”. Esta visão resulta de um “falso dilema”, segundo o qual o investimento na competitividade implicaria a concentração de recursos nas regiões ou setores mais produtivos, enquanto a promoção da coesão se traduziria numa mera redistribuição de recursos em benefício das zonas mais desfavorecidas.
“A realidade demonstra o oposto: a coesão é um pilar insubstituível da competitividade”, sublinhou.
O Vice-Presidente salientou que as fortes disparidades sociais e territoriais geram custos ocultos associados ao isolamento e às assimetrias, destacando que a promoção da coesão social, digital e dos transportes permite reduzir esses custos, integrar talentos e capacitar os territórios para o ciclo produtivo, reforçando o seu potencial competitivo global.
No entanto, considerou que “a competitividade é o verdadeiro motor da coesão”, na medida em que uma economia competitiva, capaz de gerar valor acrescentado, riqueza, emprego qualificado e receitas públicas sustentáveis, assegura às regiões os recursos necessários para financiar as suas políticas sociais e de desenvolvimento.
O governante assinalou também a necessidade de “transitar, decisivamente, de uma cultura de dependência de fundos e de compensação para uma cultura de risco, inovação e internacionalização”.
Nesse sentido, defendeu uma transição assente na corresponsabilização entre o setor público e o setor privado, de forma a que a Região se “apresente no mercado global, dispute fundos altamente concorrenciais e perca o medo de arriscar”.
Integrada nas comemorações dos 75 anos da AmCham Portugal, a conferência promoveu a colaboração entre empresas e entidades açorianas, nacionais e internacionais no âmbito das relações transatlânticas.
Artur Lima referiu-se à “ponte atlântica” existente entre os Açores e os Estados Unidos, “navegada por ideias partilhadas, respeito mútuo e um compromisso conjunto com o progresso tecnológico e a transição digital”.
O Vice-Presidente do executivo realçou ainda a importância de reforçar a excelência dos Açores em áreas estratégicas e diferenciadoras.
“A nossa escala geográfica é reduzida, é facto, mas a dimensão do nosso território nunca nos impediu de ambicionar o topo. Que saibamos, juntos, setor público e iniciativa privada, transformar cada oportunidade numa alavanca para o futuro dos Açores”, concluiu Artur Lima.
















