Início Notícias Governo inventou critério para piorar artificialmente as contas da Região para arranjar...

Governo inventou critério para piorar artificialmente as contas da Região para arranjar desculpas para as suas falhas e opções erradas

0
32

O governo regional inventou um critério de avaliação da dívida pública para piorar artificialmente a situação financeira da Região, como forma de arranjar desculpas para as suas “falhas e opções erradas”. “Não aceitamos essa política sustentada numa mentira” e “em regras que não existem”, disse António Lima.

O PSD, quando estava na oposição, inventou o conceito de “responsabilidades financeiras futuras” para tentar criar a ideia de que a Região estava falida. Agora que está no governo com o CDS e o PPM “ressuscita o ridículo conceito de responsabilidades financeiras futuras”, que não é aplicado nem reconhecido por qualquer entidade nacional ou internacional, para justificar a falta de investimento que decorre da “arrogância ideológica” da política de endividamento zero.

O Bloco de Esquerda defende que é nas alturas de crise “que os governos devem investir, apoiar, e intervir com maior intensidade para resolver os problemas”.

“Como é evidente, a redução do investimento público pode ter impactos sérios na economia e na capacidade de executar os fundos comunitários”, alertou António Lima, que salientou o facto de até as “corporações mais próximas do governo, como é o caso da Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada” já estarem a levantar preocupações com esta falta de investimento.

O objetivo da coligação é manter “uma política que manterá os Açores como uma região pobre, com alguns privilegiados que vivem à sombra dos governos”, e que servirá, no futuro, também para tentar “justificar outras privatizações e concessões de empresas públicas com negócios potencialmente lucrativos e rentistas”.

António Lima salienta que “este governo e esta maioria são responsáveis pelos seus atos, pelas suas políticas e pelas suas consequências”, e não pode continuar a procurar “desculpas para fugir às responsabilidades”.

“O governo quer este álibi para se escusar de combater a pobreza, de aumentar salários, de combater a inflação, de apoiar as famílias que estão estranguladas pelo garrote do aumento dos preços e dos juros, para não investir no Serviço Regional de Saúde”, acusou António Lima.

O governo está a construir uma narrativa para tentar convencer os açorianos e as açorianas de que não há alternativa à política que tem sido seguida, e para justificar a incapacidade de combater a pobreza que aumenta nos Açores, a falta de investimento nos serviços públicos que definham, a ausência de soluções para o problema da habitação, que se agrava com o aumento brutal dos preços, ou o miserável investimento na cultura e a ausência de estratégia para a ciência e para o mar.

“Avaliar a dívida pública segundo o critério de ‘responsabilidades financeiras futuras’ é embarcar numa irresponsável fantasia”, disse o deputado do Bloco, que salientou que, de acordo com as regras de Bruxelas, a dívida pública da região, em 2021 – ano mais recente com dados disponíveis – fixou-se nos 2636 ME, que corresponde a 60,7% do PIB.

“O aumento da dívida pública com este governo é muito substancial, principalmente tendo em conta que não se vêem resultados, mas a existência desta dívida não impede o governo de apoiar as pessoas e a economia, aliás, se há altura em que os governos devem investir, apoiar, e intervir com maior intensidade para resolver os problemas, é justamente quando há crises, quando as pessoas precisam”, concluiu o deputado.

O MEU COMENTÁRIO SOBRE ESTE ARTIGO

Por favor escreva o seu comentário!
Por favor coloque o seu nome aqui
Captcha verification failed!
Falha na pontuação do usuário captcha. Por favor, entre em contato conosco!