Greves dos Trabalhadores – Sindicato acusa Atlânticoline de teimosia e uso de contrainformação

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O Sindicato da Marinha Marcante acusou a Atlânticoline de estar a ser teimosa nestas negociações da revisão do Acordo de Empresa e de usar contrainformação para tentar passar à opinião pública que está do lado da razão.
Clarimundo Baptista, representante do Sindicato, realça ainda que os trabalhadores estão abertos a negociar, mas não entendem a posição da empresa.

No passado dia 13 de julho, o Sindicato dos Trabalhadores da Marinha Mercante, Agências de Viagens, Transitários e Pescas (STMMAVTP) acusou, em conferência de imprensa, a Atlânticoline de teimosia neste braço-de-ferro que já dura há sete meses nas negociações da revisão do Acordo de Empresa.
Nesta revisão do Acordo de empresa estão em cima da mesa todas as categorias de trabalhadores da Atlânticoline, sendo o maior problema a renumeração base dos Marinheiros.
Para esta categoria, o sindicato propõe um aumento dos 690.10 euros atuais para 790 euros. No entanto, a proposta não foi aceite pela empresa, apesar de a empresa já ter feito uma proposta superior. “A Atlânticoline no dia 19 de maio negociou às 20h35, ou seja, véspera de se iniciar a greve, um acordo com os trabalhadores de 800 euros o que é superior a qualquer valor que estamos a discutir”, avançou Clarimundo Baptista, revelando que 15 minutos depois a empresa “deu o dito por não dito”.
Outro braço-de-ferro desta situação passa pela implementação de uma avaliação de desempenho da qual vai depender a progressão de carreira dos trabalhadores, o que segundo o representante sindical não deve ser imposta “como uma obrigação ainda mais quando eles querem impor quotas”.
Clarimundo Baptista explicou que “um trabalhador pode ter uma avaliação positiva neste ano não entrar com aumento, como também pode ter uma avaliação negativa com intuito de prejudicar esse mesmo trabalhador, ou seja, decorridos os períodos dos três anos não ter essa promoção”.
O STMMAVTP acusou ainda a Atlânticoline de contrainformação ao tentar passar para a opinião pública que está do lado da razão, tendo por isso o sindicalista sublinhado que “é falso o que a empresa quer fazer passar, que o sindicato só se preocupa com uma categoria profissional, tendo ficado claro que o sindicato só aceita uma revisão que implique valorizações salariais para todos os trabalhadores da empresa e para todas as categorias”.
Face a esta teimosia da Atlânticoline e à “falta de condições do presidente” do Conselho de Administração da mesma que já cancelou o encontro de mediação com a Inspeção Regional de Trabalho depois de a ter convocado, Clarimundo Baptista pede “a alguém que medeie esta situação, inclusive o Governo”, nomeadamente a vice-presidência do Governo Regional.
O sindicato avança que, apesar do descontentamento da população e empresas, os trabalhadores vão continuar em greve e manifestou abertura para “finalizar as negociações que se arrastam à demasiado público”.
Os próximos períodos de greve irão coincidir com as Festas de Santa Maria Madalena, com o Cais de Agosto e com a Semana do Mar.

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