“Lixo Zero no Mar dos Açores” – Governo dos Açores sensibiliza para resíduos produzidos a bordo

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Na passada sexta-feira, dia 13 de julho, Gui Menezes, Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia, lançou um apelo a todos os que andam no mar para “trazerem para terra o lixo que se produz a bordo das embarcações, tanto da pesca profissional, como da pesca lúdica”.

Arrancou, na passada sexta-feira, a campanha “Lixo Zero no Mar dos Açores” no Porto de Pescas da Horta, que será alargada às restantes ilhas do arquipélago. Esta campanha é promovida pelas direções regionais das Pescas e dos Assuntos do Mar, em parceria com a Federação das Pescas dos Açores, o Observatório do Mar dos Açores e a Associação de Pesca Lúdica dos Açores.
Na ocasião, o Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia, referiu que este projeto tem “como objetivo chamar a atenção de quem anda no mar de que (o lixo marinho) é um problema muito grave e é um grande desafio que temos pela frente”.
No âmbito desta ação, foi distribuído aos pescadores um panfleto de sensibilização, com a indicação dos locais onde os resíduos que são trazidos para terra podem ser depositados, em cada porto das várias ilhas dos Açores.
Segundo Gui Menezes, esta campanha “sensibiliza também os pescadores a trazerem para terra o lixo que encontrarem no mar”, acrescentando ainda que, “os pescadores são quem anda mais no mar todos dias e já acontece trazerem (para terra) muito lixo que encontram no mar”.
O titular da pasta do Mar afirmou que “o lixo que existe no mar não é só produzido pela pesca e por quem anda no mar, cerca de 80% do lixo que vai até aos oceanos é produzido em terra. Pretende-se que esta campanha alerte quem está em terra para tratar (devidamente) os seus resíduos”, da mesma forma, frisou que “são esses que, em grande parte, chegam ao mar”.
Gui Menezes ao finalizar a sua intervenção acrescentou que “se estima que cerca de 13 milhões de toneladas de plásticos chegam todos os anos ao mar e este é um problema que temos de inverter e combater”, pois, segundo o governante, “com o passar do tempo, o lixo vai-se degradando e transforma-se em microplástico, um verdadeiro problema, porque é invisível a olho nu”, o qual afeta a fauna marinha.

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