Grupo de Cidadão – “Faial está refém dos partidos”

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Somos Faial

O Grupo de Cidadãos Eleitores SOMOS FAIAL (SF) acusou os partidos políticos de não quererem dialogar entre si sobre o aumento da pista do Aeroporto da Horta.

A posição, tomada em comunicado, é uma reação ao silêncio sobre uma proposta “que tinha como objetivo, somente, tentar aproximar posições para que o Faial, num assunto tão importante, falasse a uma só voz”.

SF propõe-se concorrer às próximas eleições autárquicas no concelho da Horta e desafiou os partidos que se apresentaram a sufrágio em 2017 e o Grupo Aeroporto da Horta a se sentarem à mesa “para que fosse criada uma oportunidade de, através do consenso, da relativização de divergências e da afirmação dos pontos comuns, dar força à necessária pressão política sobre quem decide” em relação ao aumento da pista.

Oito dias depois do envio de um e-mail ao PS-Faial, PSD-Faial, CDS-PP-Faial e CDU-Faial, BE-Faial, PAN-Faial e Grupo Aeroporto da Horta, só este grupo e o “Bloco” responderam Grupo de Cidadãos Eleitores, mas nenhum deles aceitou um encontro com todos. O BE manifestou disponibilidade para reuniões bilaterais e o grupo do aeroporto convidou o grupo de cidadãos a juntar-se à “defesa intransigente” das suas “opiniões sobre a ampliação da pista e melhoria das acessibilidades ao Faial”.

SOMOS FAIAL, no comunicado já referido, insiste que, “se até hoje nada se conseguiu falando cada qual por si, não haverá motivo para que, em uníssono, não se confronte os poderes instituídos de forma aberta, frontal e corajosa, em vez de alinhamentos de conveniência” e lembra que “não houve prévia imposição de condições; não se sugeriu escolha de porta-vozes; não se fez, sequer, qualquer referência a aspectos inegociáveis; apenas se deu um passo com o objetivo de fortalecer a expressão da opinião pública do Faial”.

Em jeito de remoque, SF recorda que os partidos políticos falam de abertura à “sociedade civil”, mas “quando um grupo de cidadãos se mostra interessado, precisamente, em tomar parte ativa nos assuntos políticos, esses partidos optam por ignorá-lo; ou seja, querem a participação dos cidadãos, desde que esses cidadãos se submetam ao sistema comandado a partir das cúpulas partidárias”.

 

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