“Homens Sem Coração” de Guilherme Piló apresentado no Faial e Pico

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AvistaVulcão

A Casa da Missão, depois da sua primeira actividade no encontro memorável com a Profª Raquel Soeiro de Brito de regresso à casa da missão científica no Vulcão dos Capelinhos em Setembro de 2021, tem o enorme prazer de apresentar o lançamento dum livro muito especial:  “Homens Sem Coração”, um relato inédito da vida dum pescador de bacalhau à linha nos mares do Atlântico Norte. escrito por um pescador e notável contador de histórias, o Guilherme Piló Sales, de 79 anos, pescador da costa portuguesa, que estará nas ilhas do Faial e Pico para a apresentação.
Dia 13 de abril (4ªf) às 18:00h
Auditório da Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça, Horta, Faial
 
Dia 19 de abril (3ªf) às 21:00h
Auditório do Museu dos Baleeiros, Lajes do Pico
A sessão contará com a presença do autor e irão exibir-se alguns excertos da adaptação cinematográfica do livro, realizada por Gonçalo Tocha, e no final da sessão irá oferecer-se uma malga de Chora a todos os presentes – cozinhada pelo mestre Piló – o famoso caldo de caras de bacalhau, tão importante para todos os pescadores de bacalhau à linha.
“Homens Sem Coração”, editado em setembro de 2021 pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, constituindo já um dos seus títulos mais vendidos, esta excepcional obra versa sobre a epopeia da pesca à linha do bacalhau no Atlântico Norte, na visão inédita de um de seus pescadores, a partir da própria experiência pessoal – um homem só num dóri. Até hoje, todos os relatos dessa faina, como os portugueses a faziam, tinham sido escritos ou por oficiais ou capitães, nunca por pescadores.
 
Sobre o autor:
Guilherme Piló Sales nasceu em 1942, na Nazaré, onde até aos cinco anos de idade cresceu no meio dos barcos e das caixas de peixe. Ainda de tenra idade foi com a família para Matosinhos, onde aprendeu a nadar e a pescar na praia. Aos sete anos, mudaram-se para Leça, com os parcos haveres carregados num carro de mão. Aos doze anos, passou a viver em Vila Chã, onde começou a vida no mar, na pesca à faneca e aos congros, com linha de mão e arcos. Foi ao bacalhau pela primeira vez com dezassete anos, em 1960.