Este pequeno ensaio relata factos verídicos que demonstram como, em tempo de guerra, as relações humanas e afectivas podem assumir contornos quase inacreditáveis. Os acontecimentos aqui descritos foram-me contados por uma pessoa que sempre me mereceu absoluta confiança e cuja sinceridade jamais me deixou espaço para dúvidas.
Os factos passaram-se entre duas pessoas: o Santiago e o Zé Eduardo. Ambos jogavam futebol no Ferroviário de Luanda clube que, em 1962, se distinguia por ter apenas jogadores africanos, com uma única excepção. O “avançado-centro”, branco e natural de Sangalhos: o Santiago.
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