João Bruto da Costa pede responsabilidades pelo insucesso do Governo Regional

0
7
DR

O deputado do PSD/Açores eleito pela Graciosa, João Bruto da Costa, denunciou “os falhanços” das sucessivas governações no desenvolvimento da ilha, que levam “ao seu despovoamento, tornando a desejada coesão territorial cada vez mais uma miragem”, afirmou.

 

Para o social democrata, os graciosenses padecem “por causa das políticas deste governo, que resultam diretamente do estado das finanças públicas sob o comando, há já 15 anos, do seu vice presidente Sérgio Ávila, que deve explicações aos graciosenses”, acusou.

 

“Na Graciosa, o governo foi incompetente e falhou onde não podia falhar.

Falhou porque apresentou à Graciosa promessas estruturantes que não cumpriu e foi incompetente em toda a linha na implementação das ilhas de coesão”, refere João Bruto da Costa.

 

O social democrata diz que a ilha “não pode continuar a viver de promessas por cumprir e os graciosenses não podem continuar a ser enganados por este governo. Em 2018, inscreveram 33 milhões e executaram 10, à semelhança do que já acontecera em 2017 e em 2016”, afirmou.

 

E lembra que o governo “prometeu há 8 anos a criação do mercado interno regional.  Mas ainda estamos à espera do prometido navio e a ouvir desculpas. Tal como fomos excluídos da linha lilás da Atlanticoline, e não nos conformamos com essa traição”, refere.

“A nossa atividade produtiva, as nossa agricultura e as nossas pescas não podem continuar a perder oportunidades por causa da incompetência deste executivo do PS”, considera, recordando os doentes locais “à espera de uma consulta de neurocirurgia, de ortopedia e de dermatologia há um ano e meio. E de endocrinologia há um ano”, diz.

 

“Há doentes com suspeita de doenças graves à espera de consultas e exames de especialidade, em alguns casos de pleno desespero e direitos negados a uma população que exige um tratamento que não pode continuar a ser recusado”, reclama.

 

João Bruto da Costa recordou que, na recente discussão do Plano e Orçamento para 2020, “votámos a favor de todas as propostas dos deputados do PS, em benefício da Ilha Graciosa. Mas o mesmo não podem dizer sobre as propostas que apresentámos e que algumas que até estavam incluídas no seu manifesto eleitoral, como no caso do Porto Afonso ou da Marina da Barra”.

 

E salienta que, no caso da Marina da Barra, “propusemos uma verba de 105 mil euros para colaboração com a autarquia, pois o PS entende que a obra deve ser feita pela Câmara com fundos comunitários. Ora, se a Câmara avalia a obra em 400 mil euros, o valor por nós proposto seria suficiente para a Câmara ter verba para a candidatar e não ter qualquer despesa com esta obra”, explica o deputado, frisando que o PSD “quer é a obra concluída, e isso é mais importante que as questões partidárias”.

 

“Também propusemos uma verba para o Porto Afonso, mas o PS diz que não é prioritário”, explica o deputado, lembrando que “a obra está prometida há já uma década e nunca é prioridade, levando muitos a não compreender o estado a que chegou aquele local”.

 

João Bruto da Costa recordou igualmente as propostas de verbas “para apoiar a Academia Musical, pois a autarquia sozinha não pode assegurar a verba necessária para a recuperação de instrumentos e outras necessidades daquela instituição; para a iluminação da pista da Graciosa melhorando a operacionalidade do nosso aeroporto; para acelerar a obra da nova Gare do Porto comercial, que o presidente do governo disse ser prioridade, mas o PS inventou uma desculpa política e chumbou a nossa proposta; e também para o parque de campismo do Carapacho, que aguarda de ano para ano o investimento para melhorias”, elencou.

 

“As verbas propostas pelo PSD/Açores eram suficientes para se iniciarem os projetos em causa não se perdendo mais tempo, assim como as propostas de incentivos à fixação em ilhas como a Graciosa e a criação de planos integrados de desenvolvimento para cada uma das ilhas. Que foram chumbadas pelos socialistas, em prejuízo da nossa ilha”, concluiu o social democrata.

O MEU COMENTÁRIO SOBRE ESTE ARTIGO