João Ponte desafia 154 jovens que trabalham com os pais na agricultura a obter escolaridade mínima obrigatória através da Rede Valorizar

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O Secretário Regional da Agricultura e Florestas afirmou, em São Miguel, que a aposta na formação dos jovens agricultores é fundamental para tornar o setor cada vez mais competitivo e melhor preparado para enfrentar os desafios no futuro.

João Ponte referiu-se, especificamente, à prioridade de aumentar o nível de qualificações dos 154 jovens que trabalham com os pais na agricultura e que não têm condições legais para concorrer ao prémio à instalação de jovens agricultores, caso queiram estabelecer-se como empresários agrícolas.

“Para termos um setor mais competitivo no futuro é fundamental os jovens estarem melhor preparados, tanto os que já integram o setor, como aqueles que querem fazer da agricultura a sua atividade profissional”, frisou João Ponte, após uma reunião com o Presidente da Federação Agrícola dos Açores, Jorge Rita, onde foram avaliados os contributos das organizações do setor para a proposta do Governo Regional para o programa Jovem Agricultor.

Nesse sentido, o governante lançou um desafio aos 154 jovens que trabalham com os pais na agricultura e que não têm a escolaridade mínima obrigatória para que aproveitem uma das medidas do programa Jovem Agricultor, no que diz respeito especificamente à formação.

João Ponte destacou que o Secretaria Regional da Agricultura e Florestas já está a trabalhar em parceria com a Rede Valorizar, no sentido de proporcionar a estes jovens uma oportunidade de completarem a sua escolaridade mínima obrigatória de forma mais ágil e apelativa, ficando devidamente habilitados, por exemplo, a apresentarem candidaturas ao prémio de primeira instalação de jovens agricultores no próximo período de programação da Política Agrícola Comum (PAC) 2021 – 2027.

Estes jovens, com uma média de idades próxima dos 27 anos, para além de constituírem um potencial de rejuvenescimento importante para a agricultura nos Açores, devem perceber, segundo João Ponte, que, se aproveitarem esta oportunidade de aumentar as suas qualificações, podem fazer toda a diferença no seu futuro profissional.

O programa Jovem Agricultor, elaborado em estreita articulação com todo os parceiros do setor, partiu de um diagnóstico efetuado à agricultura nos Açores, num inquérito realizado a cerca de 7.000 agricultores, dando origem a um conjunto variado de medidas que possam ajudar a atrair mais jovens para a agricultura.

Além de uma aposta forte na formação, este programa prevê a majoração de apoios e incentivos que atualmente já existem, nomeadamente ao nível da aquisição de reprodutores bovinos e no Regime de Incentivos à Compra de Terras Agrícolas (RICTA).

O programa Jovem Agricultor irá também disponibilizar novas medidas, como, por exemplo, a criação de uma linha de apoio ao crédito para consolidação da instalação do jovem agricultor, que poderá ser utilizada por quem já esteja a trabalhar no setor há cinco anos.

João Ponte considerou, igualmente, importante a criação de um complemento regional à ajuda ao prémio de primeira instalação no setor, que será atribuído durante os primeiros cinco anos do projeto, altura em que, por norma, existe maior dificuldade por parte dos jovens agricultores em garantir a sustentabilidade da sua exploração.

O programa Jovem Agricultor será agora remetido ao Conselho do Governo, para aprovação.

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