José Manuel Bolieiro anuncia criação de medidas de apoio ao setor privado para promover crescimento económico

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DR/GACS
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O Presidente do Governo dos Açores anunciou hoje, em Ponta Delgada, que o executivo açoriano vai permitir que a iniciativa privada disponha de condições estáveis para investir, a fim de promover o crescimento económico, o emprego e a riqueza.

“Pretendemos valorizar o papel da tributação, no combate aos sobrecustos da insularidade, aliás reconhecido pela Europa e pelo país, na desoneração do custo fiscal das empresas e sobre o seu rendimento para manutenção, criação de emprego e investimento”, revelou.

José Manuel Bolieiro falava na cerimónia de apresentação da revista “100 Maiores Empresas dos Açores – 2019”, onde reconheceu que essa opção governativa representa uma diminuição de receitas do orçamento regional, mas que é a forma de manter o rendimento nas empresas e nas famílias.

“O Governo dos Açores irá reforçar as políticas de apoio à manutenção dos postos de trabalho neste momento tão complexo da nossa vida coletiva, bem como a diminuição do peso do Estado e da Região na economia e na sociedade, assegurando que as empresas, as famílias e as pessoas possam e tenham capacidade de fazer outras escolhas”, sublinhou.

O presidente do Executivo Açoriano destacou o ano de 2019 como “um dos melhores anos de atividade económica da Região, na comparação com o todo nacional, cuja economia foi impulsionada pelo setor do turismo, alavancando diversos outros setores económicos como a agricultura, pescas ou mesmo serviços”.

“É motivo de orgulho para todos, distinguir as nossas melhores empresas neste contexto, esperando que as mesmas sirvam de farol e inspiração para tantas outras empresas regionais”, acrescentou.

No âmbito do setor público empresarial regional, o Presidente destacou uma nova estratégia política que assenta numa clara racionalização desse setor, com a redução da sua dimensão ou expressão.

O líder do executivo açoriano garantiu que apesar de desafiante, este é o momento propício às reformas que catapultarão os Açores para a convergência com a Europa, através de uma gestão prudente da despesa pública associada a uma política de investimentos com valor acrescentado e o reforço da iniciativa privada e do poder de compra das famílias.

“A racionalização da despesa pública não se faz com cortes a direito, nem contando o número de secretarias ou direções regionais, antes pelo contrário, temos é de gerir com resultados, dando prioridade à criação de valor e melhoria da qualidade de vida”, frisou o governante.

Nesse sentido, adiantou que o Governo dos Açores terá um “programa de investimento com claro valor acrescentado”.

“Vamos direcionar os fundos comunitários para os empreendedores, para as empresas, e para os projetos mais competitivos que criem emprego e tragam retorno para as nossas ilhas, sem os eleitoralismos e megalomanias que tantas vezes levaram ao desperdício de recursos e a pesadas faturas para as gerações futuras”, disse ainda.

O Presidente do Governo Regional adiantou que o Governo está já a trabalhar na preparação de medidas destinadas a apoiar os sectores mais vulneráveis da economia açoriana, que serão adotadas, umas em complemento de medidas nacionais e outras como resultado de iniciativa regional, num processo de diálogo com os parceiros sociais e com as estruturas representativas das empresas.

“É nosso desígnio avançarmos para um novo modelo de desenvolvimento económico que concilie e equilibre o investimento público estruturante com o investimento privado, de modo a que este se constitua num fator de atração, criação e capacitação das empresas, da riqueza produzida e dos postos de trabalho qualificados e sustentáveis”, acrescentou.

“As empresas têm de ser o motor de criação de riqueza e emprego na Região e existe uma garantia, como hoje e aqui se comprova, temos bons empresários e boas empresas nos Açores”, terminou.

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