Jovem promessa faialense no Sporting de Portugal

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João Pedro Silva, é natural da ilha do Faial, e uma jovem promessa no mundo do futebol. Com apenas 14 anos seguiu rumo até à Invicta para seguir o seu sonho e paixão pelo futebol, e foi para a Academia do Futebol Clube do Porto a Dragon Force.
Agora com 16 anos o jovem faialense assinou contrato com a Academia do Sporting Clube de Portugal, local onde reside.
Joga na posição central e geralmente veste a camisola 3 ou 13,e o seu grande idolo no futebol è Carles Puyol. O sonho e a paixão pelo futebol é maior que tudo, mas João Pedro sabe que é sempre preciso um plano B e por isso está na Escola Secundária de Alcochete onde frequenta a àrea de Ciências e Tecnologias.
 
 
Fala-me um pouco do teu percurso, enquanto jogador de futebol, no Faial? 
Comecei a jogar futebol com 4 anos nos “Golfinhos”, de seguida com 7 anos no Atlético, depois no G.D. do Salão e por fim no Fayal Sport Clube quando tinha 12 anos onde joguei até ir para Lisboa com 14 anos, em qualquer um dos clubes sempre fui titular, tendo também sido sempre selecionado para as seleções da A.F.Horta. Não sei se tenho vocação,sei que tenho uma grande paixão pelo futebol.
 
Como surgiu a oportunidade de entrar para as escolas de futebol “Dragon Force”? Foi a tua primeira opção?
Fui de férias com os meus pais a Lisboa, e a minha mãe entrou em contacto com a Escola da Dragon Force para saber se eu podia ir lá fazer um treino, proposta esta que foi autorizada. No final desse treino o coordenador dirigiu-se ao meu pai e perguntou-lhe se eu podia treinar o resto da semana e fazer um jogo amigável no fim de semana, como ainda nos faltava duas semanas para regressarmos ao Faial, os meus pais concordaram. No final desse jogo foram novamente falar com os meus pais e ofereceram-me uma bolsa para eu ficar a representar a equipa. Não foi uma questão de opção e sim de oportunidade.
Quais foram as tuas principais dificuldades ao sair de uma equipa local para a escola de um dos três grandes clubes de Portugal? Na altura foi uma aventura porque estava habituado aos meus colegas de equipa, treinador e tive de deixar tudo isso para ir atrás de um sonho que implicava começar tudo de novo, colegas de equipa, treinadores e muitas outras regras às quais tive de me habituar, não foi fácil. Mas, desde o momento que eu entrei em campo como jogador da Dragon Force, fui extremamente bem tratado tanto pela equipa técnica, como pelos novos colegas de equipa, disparando uma sensação que nem eu mesmo sei explicar.
 
 Quais foram os teus momentos mais altos enquanto jogador das escolas da Dragon Force?
Tive alguns momentos como por exemplo os meus  27 golos marcados ao longo dessa época,ter marcado logo no primeiro jogo pela Dragon Force um Hat-trick, ter sido eleito o melhor jogador do mês de Outubro da Academia, ter recebido a medalha de melhor jogador do torneio da Pampilhosa, mas os meus momentos mais altos foram ser chamado várias vezes a jogar pelo Porto SAD em torneios como por exemplo, o torneio Vila Franca do Rosário na qual joguei contra o Al Ahli.
 
Neste momento encontras-te a jogar no Sporting Club de Portugal, como aconteceu essa transição? 
O Sporting entrou em contacto com as minhas tias, e que por sua vez contataram os meus pais, a dizer que eu estava referenciado, e perguntaram se autorizavam que fosse fazer alguns treinos. E-ntraram novamente em contacto com os meus pais e demonstraram interesse em mim. Algum tempo depois os meus pais regressaram a Lisboa e foram a uma reunião na academia que resultou na minha vinda para o Sporting. Neste momento apesar de fazer parte da equipa de sub16, a minha equipa joga nos sub-17 na divisão de honra.
 
Até agora em que clube te sentiste melhor a jogar, dentro das quatro linhas? E fora delas é possível criar laços de amizade, ou a competição fala mais alto?
Eu sinto-me bem a jogar futebol, e fui sempre acarinhado em todos os clubes em que joguei, sendo injusto fazer qualquer tipo de distinções. É claro que criamos grandes laços de amizade dentro e fora  das quatro linhas. Fiz grandes amigos.
 
 Já passaste por vários treinadores, e também por vários colegas, achas que são os jogadores que fazem um bom treinador ou o inverso?
Eu acho que um faz o outro, temos de trabalhar sempre em simbiose.
 
O futebol é um jogo com muita pressão e onde as decisões têm de ser tomadas rapidamente. Como lidas com isso?
Eu lido bem com a pressão, sei que quando estamos em jogo tenho de decidir rápido e bem, e tento melhorar isso todos os treinos e jogos.
Sair de casa é sempre difícil, mas com a idade que tinhas ainda se torna mais, como foi tomar essa decisão? E como te adaptas-te?
Sair de casa não foi nada fácil pois tenho um seio familiar bastante forte, e aos 14 anos vir para Lisboa e deixar os meus pais,o meu irmão, familiares e amigos, foi uma sensação horrível, mas vim para casa das minhas tias onde também tinha os meus avós aqui pertinho e todos eles ajudaram-me a adaptar a minha nova realidade.
 
O futebol pode garantir-te um futuro brilhante, mas os estudos nunca devem ficar para trás, como organizas a tua vida entre os treinos e a escola?
Pois é, foi já a pensar nisso que fui para a área das ciênciase tecnologias, caso corra “mal” o futebol, para ter um plano B. Mas tem corrido bem, mesmo aqui na academia temos os treinos mas também temos horas de estudo, ou seja, tornar-se muito mais fácil organizar-me.
 
O que te motiva a querer mais no futebol?
É a minha paixão, como tal quero o mais possível, pelo maior tempo possível e chegar o mais longe possível.

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