JS/Açores denuncia “falta de transparência por parte do Governo nas Bolsas de Estudo José Medeiros Ferreira”

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Na sequência das respostas dadas pelo atual Governo dos Açores, ao requerimento sobre o Programa Regional de Bolsa de Estudo ‘Medeiros Ferreira’, o deputado do PS/Açores e Líder da Juventude Socialista, denuncia a “grave falha que impede que os jovens dos Açores sejam apoiados para frequentar o” e espera, “em nome da tão apregoada transparência, que o executivo esclareça como pretende atribuir bolsas quando não abriu candidaturas, pelo menos publicamente”.

Em relação aos apoios para a frequência de cursos de pós-graduação no Colégio Europa, no ano letivo 2021/2022, Vílson Ponte Gomes considera que a resposta do Governo não faz sentido: “O que percebemos é que este Governo se esqueceu das Bolsa de Estudo ‘Medeiros Ferreira’, não abrindo as candidaturas a tempo de os jovens dos Açores poderem ser apoiados com os custos das propinas, do alojamento, alimentação e viagem”.

“Igualmente grave, contraditória e pouco transparente é solução que o Governo anuncia na resposta ao nosso requerimento”, refere o deputado socialista. “O Governo dos Açores não abriu candidaturas públicas para estas bolsas, mas diz que ‘está disponível’ para atribuir a Bolsa José Medeiros Ferreira a quem tenha concorrido diretamente ao instituto”. Então, questiona o deputado, “como ficam os jovens que, por falta de apoio da Região, não concorreram ao Colégio da Europa?”

Vílson Ponte Gomes questiona: “Que justiça e transparência há num processo de atribuição de apoios públicos, quando os potenciais beneficiários não foram todos informados de igual forma, quando a decisão não foi tornada pública antecipadamente, mas somente agora, numa resposta a um requerimento do Partido Socialista? Como podem os jovens que não estão informados sobre a abertura de candidaturas às Bolsas Medeiros Ferreira, ter as mesmas oportunidades?”

O deputado da JS/Açores realça que “na transição de pastas os novos governantes foram alertados para o processo que implicava a atribuição destas bolsas, pelo que não se compreende que as candidaturas não tenham sido abertas em dezembro/janeiro, como era habitual”. E acrescenta: “Com isto os jovens açorianos são prejudicados pelo Governo, é uma situação que não pode ser aceitável e que não pode passar despercebida ao contrário da vontade deste Governo”.

Vílson Ponte Gomes lembra que “desde 2013, através destas Bolsas criadas pelo PS, foi possível apoiar os jovens açorianos que procuraram aprofundar as suas qualificações e competências em assuntos europeus, frequentando um colégio de referência internacional, como é o caso do Colégio da Europa. Agora, pela primeira vez, os jovens açorianos deixam de ter essa a oportunidade porque o Governo atual ignorou um instrumento tão importante, ao não abrir o período de candidaturas, que habitualmente decorria nos meses de dezembro e janeiro de cada ano”.

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