JS/Açores quer um plano de apoio para o movimento associativo

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A Juventude Socialista dos Açores quer um verdadeiro plano de apoio ao movimento associativo na Região, que possa ser um importante instrumento para responder a esta crise e preparar o período pós-pandemia, “que tem sido desprezado, sem serem ouvidos, nem tidos, ou achados”, afirmou Vílson Ponte Gomes, lembrando ainda a importância que o movimento associativo desenvolve na participação cívica.

Durante uma reunião com a Associação Académica da Universidade dos Açores, para apresentação de uma iniciativa parlamentar que deu entrada no Parlamento Regional, e que visa a garantia de uma linha de apoio social para estudantes e trabalhadores-estudantes do Ensino Superior à qual os estudantes possam recorrer e ser compensados, nos casos de rendimentos familiares que tenham baixado, Vílson Ponte Gomes destacou o papel das associações na “participação cívica, na capacitação e no empoderamento da geração mais jovem”, afirmando-se como porta-voz “de representação dos jovens junto de diferentes decisores políticos”.

Com o aumento do número de jovens açorianos colocados no Ensino Superior, que, em 2020, e apenas na primeira fase de candidaturas foi de mais 180 estudantes, por exemplo, o líder da JS/Açores defendeu a necessidade de se empreender um esforço adicional por parte do Governo dos Açores “para que nenhum jovem açoriano abandone o ensino superior por dificuldades económicas”.

“Entendemos que é de extrema importância valorizar plataformas de intervenção cívica e política no âmbito do associativismo jovem e estudantil, parceiros e agentes fundamentais para a construção de agendas políticas para a juventude e para o voluntariado jovem”, afirmou o Presidente da JS/Açores.

Aproveitando esta reunião, também, para desencadear um debate profundo sobre a estratégia e soluções que possam verdadeiramente responder às necessidades expressas do alojamento estudantil, “em que o cenário é ainda mais prejudicial para os estudantes deslocados”, Vílson Ponte Gomes defendeu que “os encargos com a habitação não podem ser uma segunda propina”.

“A época que atravessamos é única, veio trazer-nos grandes desafios e, por isso mesmo, estamos no terreno para perceber o impacto que esta pandemia teve, e terá, na rede associativa regional, para em conjunto preparamos uma estratégia que possa atenuar os efeitos subsequentes da pandemia”, afirmou o líder da JS/Açores.

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