Legislativas 2011 – Vera Lacerda quer mais meios para fiscalizar o mar dos Açores

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 As primeiras movimentações de pré-campanha do PS no Faial iniciaram-se esta semana, com Vera Lacerda, terceira candidata da lista socialista pelo círculo eleitoral dos Açores, a dedicar a sua atenção ao mar da Região. A candidata a deputada da Assembleia da República visitou esta manhã as instalações da Lotaçor.

Na Lotaçor, Vera Lacerda teve direito a uma visita guiada às instalações, e procurou inteirar-se da realidade do sector da pesca, recolhendo várias informações junto dos responsáveis da empresa no Faial, como o volume de pescado comercializado em lota na ilha. Em declarações à comunicação social, a candidata justificou esta visita com a importância do sector na Região: “o sector das pescas é um pilar de sustentação económica dos Açores, e uma fonte de emprego: 5% da população activa nos Açores trabalha no sector das pescas, e 40% do total das nossas exportações relaciona-se com o pescado”, lembrou.

Para Vera Lacerda, é essencial continuar a primar pela qualidade do peixe, como forma de fazer dele um produto açoriano reconhecidamente de excelência, em qualquer mercado onde seja comercializado.

A candidata lembrou ainda que a área do mar dos Açores é “400 vezes superior à superfície terrestre das ilhas”, o que, para Vera Lacerda, confere uma importância à Região que não pode ser esquecida pela República: “é o mar açoriano que dá a Portugal a dimensão que tem”, frisou. Vera Lacerda reconheceu que a competência da República nas questões relacionadas com o mar dos Açores é “bastante residual”, já que é ao Governo Regional que cabem a maior parte das responsabilidades nessa matéria. No entanto, a candidata destacou que a acção de fiscalização é da responsabilidade da República e, como tal, defendeu uma postura interventiva dos deputados eleitos pelo círculo eleitoral dos Açores no sentido de defender um incremento dessa acção: “devemos bater-nos pela transferência de meios e recursos de vigilância para o mar dos Açores”, disse, sugerindo a disponibilização para a Região de recursos afectos a outras áreas que não estejam a ser utilizados, ou que não sejam tão necessários. “Esta zona, pela dimensão que tem, precisa obviamente de uma vigilância maior. A marinha portuguesa irá receber patrulhões, e vamos tentar fazer com que sejam afectos ao mar dos Açores, para a vigilância poder ser cada vez melhor” referiu.

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