Liga propõe assistência de 1.000 pessoas para jogo entre Santa Clara e Gil Vicente

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A Liga propôs à Direção Regional da Saúde dos Açores que o encontro Santa Clara-Gil Vicente, tenha uma assistência de 1.000 pessoas, seguindo as normas regionais para a covid-19.

A proposta consta de uma missiva datada de 25 de setembro e enviada pela diretora executiva da Liga, Sónia Carneiro, ao diretor regional da Saúde dos Açores, Tiago Lopes, a que a agência Lusa teve hoje acesso.

“A proposta que vimos transmitir a essa Direção Regional é a da realização do jogo da terceira jornada da Liga, no Estádio de São Miguel, a partir das 15:00 do dia 03 de outubro, entre as equipas Santa Clara e Gil Vicente, perante 700 pessoas na bancada Açores e 300 na bancada central”, lê-se no documento.

A Liga refere que a assistência de 1.000 pessoas é definida tendo por base a circular informativa da própria Direção Regional da Saúde, que autoriza a presença de público nos recintos desportivos do arquipélago até 10% da lotação dos espaços, mediante o uso de máscara e distanciamento até dois metros entre os espetadores.

A medida regional abrange todas as competições nas diferentes modalidades e nos vários escalões, à exceção da equipa sénior do Santa Clara, porque, alegou a direção regional, a equipa açoriana deveria cumprir as orientações da Liga Portuguesa de Futebol Profissional e da Direção-Geral da Saúde.

Na missiva, caso a proposta seja aceite, Sónia Carneiro assegura que haverá o “cumprimento cumulativo das normas previstas” nas orientações da Direção Regional da Saúde para a presença de público nos recintos desportivos durante o jogo entre açorianos e gilistas.

A Liga sugere que os Açores sejam o “palco para um teste para o regresso do público aos estádios” do futebol profissional, salientando o “bom resultado das experiências já feitas em competições amadoras nas últimas semanas” na região, dando o exemplo da partida entre o Fontinhas e o Estrela da Amadora para o Campeonato de Portugal.

O órgão presidido por Pedro Proença destaca que a “natureza experimental” do jogo permite “recuperar o papel pedagógico” do futebol junto dos adeptos, salientado que o Santa Clara já disponibilizou os “mais destacados atletas” para participar na “promoção dos comportamentos socialmente adequados” para evitar a propagação da covid-19.

“Temos já identificados os momentos de antevisão do jogo, na semana que o antecede, e da apresentação das equipas em campo, antes do apito inicial, como alturas de grande impacto, que podem ser capitalizadas para este fim [da promoção das normas de segurança]”, destaca a Liga.

Na carta, a responsável pela organização do futebol profissional refere que uma “campanha bem pensada” dará a oportunidade de os Açores “participarem de forma decisiva” num projeto de “impacto nacional” que pretende contribuir para “regredir o número de casos” de covid-19 registados no continente português.

A Liga encerra a carta considerando como da “maior utilidade” a presença de Tiago Lopes no jogo da terceira jornada do campeonato, para aferir o “sucesso não apenas das medidas implementadas como da campanha de sensibilização”.

Contactada pela Lusa, fonte oficial do Santa Clara confirmou que o clube ainda não recebeu a resposta por parte da Direção Regional da Saúde.

Na próxima quinta-feira, a Liga marcou uma conferência de imprensa, em Coimbra, para fazer um “ponto de situação sobre a covid-19 no futebol profissional”.

O jogo entre o Santa Clara e o Gil Vicente está marcado para sábado, às 15:00 locais (menos uma hora do que no continente), no estádio de São Miguel, em Ponta Delgada.

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