Lotaçor – Empresa pública regional suspeita de contornar regras da troika

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Na passada semana, a Lotaçor, empresa pública regional que gere as lotas dos Açores,  foi alvo de buscas pela Policia Judiciária, devido à suspeita de atribuir pagamentos de trabalho nocturno e horas extra para  fugir aos cortes impostos aos  funcionários públicos durante a austeridade.

A Polícia Judiciária do Açores efetuou, na passada semana, buscas na sede da empresa pública Lotaçor, que gere 11 lotas no arquipélago, por suspeitas da prática de crimes de abuso de poder durante o período em que Portugal esteve intervencionado pela “troika” (Fundo Monetário Interna-cional, Banco Central Europeu e Comissão Europeia).

Sabe-se que durante o período de intervenção (2011-2014), os funcionários públicos sofreram cortes nos rendimentos, quer diretamente através do IRS, quer com o congelamento de promoções e progressões.

Ora, terá sido para contornar a austeridade que a empresa pública decidiu pagar um elevado número de horas extra a alguns quadros, tendo o mesmo se passado com pagamentos de horas de trabalho noturno, como forma de manter a alguns funcionários o rendimento auferido até aos cortes e alguns, representando mesmo uma promoção, dado o incremento que tais expedientes provocaram nos salários.

Em comunicado a empresa confirmou a presença de elementos da Judiciária na sua sede, em Ponta Delgada, afirmando “estar a cooperar com uma operação de investigação da Polícia Judiciária”. No mesmo comunicado, a Lotaçar afirmou que, “como é sua obrigação”, deu “seguimento a uma política de total transparência, que norteia o seu trabalho na defesa do bem público”. 

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