Maioria chumba proposta de Comissão sobre a COVID-19

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DR/PS
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Vasco Cordeiro defendeu que a proposta do Grupo Parlamentar do PS/Açores para que fosse criada, no Parlamento Açoriano, uma Comissão Eventual da Covid-19, “seria um bom serviço prestado aos Açorianos”, reforçaria a “transparência” da ação governativa no que diz respeito à pandemia e respeitaria “a centralidade” defendida para a Assembleia Legislativa dos Açores. No entanto, os partidos que suportam o Governo, rejeitaram a proposta, contrariando os princípios que apregoam.

O Presidente do Grupo Parlamentar do PS/Açores sublinhou que, “face a uma situação desta gravidade” não poderá haver dúvidas quanto ao empenho do PS, e de todos os partidos, “para que tudo continue a correr pelo melhor”. E, nesse sentido, lamentou “que se perca esta oportunidade” apenas porque alguns partidos temem que possa haver discordância quanto às opções governativas.

Como fez questão de realçar, o objetivo da Comissão seria permitir que todos os deputados pudessem acompanhar “a incidência da pandemia na Região, em especial nas áreas relativas à componente sanitária e de saúde pública, assim como o seu impacto económico e social em geral, no setor particular e cooperativo nas diversas vertentes de atuação”.

A proposta também previa que fossem auscultadas diversas entidades, solicitados pareceres e contributos técnicos e produzidos relatórios mensais, garantindo um maior conhecimento público sobre todas as matérias em causa.

Vasco Cordeiro manifestou “preocupação” face a uma “tendência que, à medida que o tempo passa, se vai tornando mais nítida e é grave”, referindo-se à convicção dos partidos que integram a solução de governo de que “bastará bater no peito e dizer transparência”, para que ela se concretize.

“Quando se chumba uma proposta destas é a transparência que está em causa, é a centralidade do Parlamento que os senhores gostam tanto de invocar”, alertou o líder da bancada socialista. Vasco Cordeiro referiu também a sua preocupação quanto à decisão, não desmentida, de que o Governo pretende acabar com as conferências de apresentação das decisões do Conselho de Governo, remetendo o acesso dos partidos e dos cidadãos para a posterior publicação em jornal oficial.

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