Mais um Ano de Esperanças

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TI

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A passagem do Ano Velho para o Novo faz-me lembrar caricato episódio acontecido em meados da década 30 de século 20.
Vindo a casa à rua do Relógio, perto do Grémio Artista, para trocar de camisa, eis que me cai o botão do colarinho, e entrei no Novo Ano a procurá-lo debaixo da cama.
Isto enquanto ouvia o habitual barulho das sirenes, da Central Eléctrica, com sua alta chaminé, Central que era alimentada por lenha, transportada para o Faial pelos barcos do Pico.
Também, dos navios que aportavam à Horta a descarregar carvão ou a abastecer do indispensável «ouro negro» os vapores que às dezenas atravessavam o Atlântico.
E ainda dos famosos rebocadores holandeses, aguardando, no abrigado porto da Cidade Mar a apetecida “Galinha de Natal”.
Se havia foguetes a estalejar não me recordo, nem mesmo de “fogo preso”, então muito usado em festivais nocturnos.
Com meus pais a dormir a sono solto, regressei ao Grémio, onde se dançava animadamente ao som do popular “Sem Rei Nem Roque” do António Dutra, Carlos Ramos, Eduino Bulcão, Thiers Lemos…
O tempo porém não pára, e “Amor da Pátria” e “Grémio Artista” aí estão, embora afectados pelos hotéis citadinos, oferecendo também dança, o que não deixa que sócios marquem tradicional presença, pelo menos para saudar com espumante os amigos de sempre.
Uma referência particular à RTP – Açores que, desta feita, não se ficou somente pela notícia do acontecimento em Ponta Delgada, fazendo antes uma cobertura equitativa das ex-Capitais de Distrito, pelo que tivemos a oportunidade de ver o que se passava também em Angra e na Horta.
Aliás como sempre deveria ter feito, e as imagens televisivas tiveram duração correspondente à população das em apreço, mormente o fogo de artifício que, na cidade faialense, foi lançado do Cais da Alagoa.
Na verdade, entrámos em 2018 cheios de esperanças em ver concretizados desejos cada vez mais velhos, tais como:
– Termas do Varadouro que são da Região, como as da Graciosa e de São Miguel, enquanto que das faialenses o Governo lava as mãos como Pilatos, passando a bola para a Câmara Municipal da Horta que até é da mesma cor política.
– A circular da Cidade Mar, muito importante, em especial a entrada norte, de acesso ao Hospital.
– As estradas do mato, com nó no Largo Jaime Melo que vão dar à Ribeira Funda, pelo norte e à Ribeira do Cabo, pelo sul por acaso já orçamentada, ambas por sinal com grande interesse turístico, mormente a primeira com os miradouros do Cabouco e do Cascalho com vista para imenso mar de hortênsias.
E, na ordem do dia, o Reordenamento do Porto da Horta, agora mais virada para a Requalificação do Porto Comercial, com divergências populares, quiçá por torto nascimento, com a Marina na baila, pela negativa, e a que também já opinámos.

Largo Jaime Melo, nó das estradas do mato: para a Ribeira do Cabo (Sul), para a Ribeira Funda (Norte), agora turisticamente chamadas “Rotas dos Vulcões”

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