Ciência e inovação

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Aquando da adesão de Portugal à CEE, em 1985, uma lufada de ar fresco foi dada à ciência. Fundos Europeus dedicados à investigação e ao melhoramento das instalações de investigação surgiram, e com estes muitos centros de investigação foram criados e equipados. No entanto, existem financiamentos para compra de material, mas não existe para a sua manutenção, existem financiamentos para o melhoramento de espaços, mas não existe para contratar pessoal. É neste ultimo ponto que reside o mais preocupante e o mais negligenciado por parte do poder politico.
Em Portugal existem mais de 10 310 bolseiros, todos estes promovem o progresso da ciência em Portugal e para colocar o país na rota dos países que mais contribuem para o melhoramento do conhecimento.
O governo investe milhares de euros na formação de pessoas que depois, simplesmente, abandona. Não aproveita nem cria condições para a manutenção da tão falada geração com a mais alta taxa de formação.
A solução deverá passar pela contratação faseada e não em bloco; as contratações deverão ser feitas em função da excelência do currículo dos candidatos e não por antiguidade; os investigadores deverão ser contratados para fazer investigação; os professores deverão ser contratados para dar aulas, e não para fazer trabalhos administrativos. A criação de um sistema científico permitirá a manutenção de quadros altamente qualificados na região, um melhoramento do e ganhos para a Universidade dos Açores.
Os Açores têm recursos naturais, uma posição geoestratégica e locais de estudo únicos no mundo (de realçar as nossas fontes geotermais, as estruturas vulcânicas ou a possibilidade de estudo dos movimentos tectónicos que deveriam ter nos Açores um expoente máximo).
Nos Açores a agricultura, pecuária e pescas, a par – neste momento – com o turismo são dos sectores económicos com maior relevo. Urge potenciar na ciência e conhecimento como uma nova área económica de desenvolvimento social para os Açores.

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