Na cauda do sonho

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TI
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O miúdo chamava-se Armando Ormonde Machado e, em 1955, tinha 14 anos de idade e sonhava ser piloto aviador. Vivia no Juncal, junto à base Aérea das Lajes, na ilha Terceira, filho de pai lavrador e alcoólico, e de mãe doméstica e resignada.
Feita a escola primária, o destino de Armando estava traçado: ajudar o pai na lavoura, não muito longe do Campo da Aviação, como então era designado o aeródromo das Lajes. Mas o pequeno dava pouco tafulho no trabalho, pois que cismava os dias a olhar os aviões que aterravam e descolavam, mesmo ali ao pé…
O episódio que passo a relatar conheceu grande eco local e mereceu de Vitorino Nemésio um capítulo (“Um corsário dos ares”) no seu livro Corsário das Ilhas (Livraria Bertrand, 1956).

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