Navio ‘Malena’ fará toques na Terceira “sempre que for necessário e sempre que se justificar”

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A Secretária Regional dos Transportes e Obras Públicas assegurou hoje, na Assembleia Legislativa, na Horta, que o navio ‘Malena’, que se encontra nos Açores dedicado exclusivamente ao abastecimento da ilha das Flores, fará “toques na Terceira sempre que for necessário e sempre que se justificar”.

“Neste momento, por exemplo, e em relação ao transporte do gado vivo, optou-se por seguir diretamente para São Miguel para se apanhar a ligação ao continente, uma vez que a maioria do gado era destinado ao continente”, mas, “na próxima ligação, há que fazer um toque na Terceira para que fique na Terceira o gado que é destinado a esta ilha”, afirmou Ana Cunha.

A titular da pasta dos Transportes acrescentou que o navio “irá tantas vezes quanto as que forem necessárias à ilha das Flores para abastecer” esta ilha, mas também para “não deixar carga na Terceira, nem em S. Miguel que tenha como destino aquela ilha, nem o contrário”.

A Secretária Regional recordou que o contrato de fretamento do navio, do qual “o Governo dos Açores suporta metade dos custos do fretamento e do combustível”, foi “feito pelo prazo de três meses, prorrogável por iguais períodos, até um máximo de 18 meses”, acrescentando que, depois dos três meses iniciais, o abastecimento às Flores “se não for com o ‘Malena’, será com um barco de idênticas caraterísticas”.

“Depende da disponibilidade do mercado e de futuros compromissos do navio”, salientou.

Ana Cunha referiu que, “inicialmente, o período é curto, precisamente para que se pudesse analisar o comportamento do barco no Porto dos Lajes e, a partir, daí será assegurado um contínuo fretamento, seja com o ‘Malena’, seja com um barco de idênticas caraterísticas”, não se prevendo que haja qualquer interrupção no abastecimento à ilha, uma vez que não existirá “um hiato de tempo entre um e outro fretamento”.

A Secretária Regional adiantou ainda que, desde meados de dezembro até 1 de janeiro, “a SATA transportou, em mercadoria enviada via aérea para os empresários do Corvo, um total de 6,5 toneladas, todas suportadas pelo Fundo Regional de Coesão, precisamente porque a ilha do Corvo estava sem ligações marítimas desde o início do mês de dezembro”.

Por outro lado, reiterou “a intenção de ressarcir os empresários dos prejuízos que tenham efetivamente, em termos de resultados líquidos do seu negócio, até ao período em que o transporte de mercadorias via marítima ficar estabilizado e regularizado”, intenção já por várias vezes declarada.

“Para que não restem dúvidas, o Governo vai indemnizar os comerciantes pelos prejuízos que tenham, em termos de resultados líquidos, na sua vida, na sua atividade económica”, assegurou Ana Cunha.

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