Notas soltas

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Rute Lacerda

Neste mês de junho, recheado de feriados, não falta assunto que mereça estampa no papel. Só que este está caro e escasseia na Região, devido à rotura da sua matéria-prima no mercado nacional e internacional. O pouco que existe é vendido a preços considerados demasiado elevados para a realidade da imprensa açoriana. Sem grande margem de manobra, três jornais micaelenses, nomeadamente, o Diário dos Açores, o Correio dos Açores e o Atlântico Expresso suspenderam, recentemente, a sua publicação em papel, facultando aos seus assinantes as respetivas versões digitais. Já muita tinta correu sobre o assunto, nos fóruns online em voga, sobretudo no que respeita aos apoios ou a falta deles à imprensa regional. A situação não é inédita, sendo certo que no passado recente assistimos ao encerramento de vários diários centenários, alguns do Faial, por motivos que se dissociam da falta de papel. Com tudo isto, salta-nos à ideia, uma vez mais, esta condição de dependência a que estamos sujeitos, sobretudo a comunicação social, que se quer livre, íntegra e independente.

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